MÃE!!!
Ela era uma Rosa
A vida não pára!
Paciência
Lenine
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para...
Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...
Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...
O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não...
Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para...
A vida não para...
Páginas
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Risoto de milho
Ele ainda passou na casa da tia prá deixar palha de milho verde prás vacas do sítio do tio.
Quando ele chegou, eu já tinha posto a mesa e estava jogando paciência.
Eu disse q tinha feito arroz, mas ele disse q estava tão rico q não era arroz, era risoto.
E eu q pensava q não sabia fazer risoto!!!
Mas foi tão simples!
Arroz (metade integral, já cozido, metade parboilizado, cru), cebola ralada, cebolinha, salsa, muito alho (ele adora, eu também), tomate, milho, cenoura em quadradinhos, uma pitadinha de manteiga, um pouquinho de sal... Sem camarões, sem carne, sem outras frescuras.
Uma delícia.
Salada de tomatinhos pêra, mais ovos cozidos, mais feijão, mais carne de porco bem caipira.
Um jantar digno de reis.
E prá completar, um copão de fanta laranja.
Q eu amo.
Nossa, q fartura...
Eu pensei muito nas crianças da Etiópia e rezei por elas. Eu até poderia mandar uma refeição por dia prá elas, mas não chegaria.
Então mando prás crianças daqui, q estão bem mais perto de nós.
E um bom risoto prá quem eu amo.
Pode até ser com camarão.
Beijos.
Pousada Maratoa
Pousada Maratoa.
Linda!
Vamos passear por lá novamente no ano q vem.
Quero trazer lindas fotos e doces recordações.
Quero deixar pegadas, só.
Porque na natureza é assim: só se tira fotos, só se leva recordações, só se deixa pegadas, só se toma água, só se rouba beijos.
Somos naturalistas e fazemos pós-graduação em Direito Ambiental.
Não podemos agir de outra forma, por princípios.
Então, pousada Maratoa, aqui vamos nós, começando mais uma jornada da Família R e S.
Fantástico!
Beijos.
Nossa gata - Tóta
Bebel, Idéia, Elle e Amy são nossas cachorras.
Todas castradas.
Amam nossa gata.
A Tóta sofreu uma cirurgia ontem. Foi castrada, pelo bem dela.
Teve cinco filhotinhos lindos, de olhos azuis. Mas eles já estão grandinhos e ela poderia engravidar de novo, então nós a castramos. Já há muitos animais no mundo, abandonados.
Precisamos castrar nossos animais domésticos, mesmo q digam q é cruel. Não é. Eles não têm o sentido de "nunca mais", então nem percebem q não vão cumprir o chamado da natureza.
Tota já está boa. Voltou a comer, a dormir no sofá e na nossa cama.
Mas como mãe é mãe, quando está cheia de leite permite q os filhotes mamem, apesar do corte q tem na barriguinha.
Tota é carinhosa, mansa e boazinha.
Amy adora a Tota, apesar de todo mundo falar q a Amy é mimada e fresca.
É q aqui em casa, os bichos são muito bem tratados, com toda a consideração. Por isso, até falam.
Sem culpa alguma, se eu tiver q escolher entre um animal e um humano... Se o humano não for do meu sangue, eu escolho o animal...
Mesmo.
Beijos, querida Flines. Vc ama animais.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
a minha barraca de camping
É forte, para grandes viagens.
É bonita, para nos alegrar.
É cheia de estigmas pessoais, detalhes secretos, caminhos velados para a ficção.
É maravilhosa, porque nos abriga em campos minados.
É fantástica, porque nos leva a lugares insondáveis.
Minha barraca de camping tem marcas q nenhuma outra tem.
Ela não é o Tejo, mas ela é a minha barraca de camping, e como ela não há nenhuma outra.
Amo acampar...
Beijos.
chuva
É trecho de música.
Hoje o sol apareceu. Mas agora à noite chove.
Como no primeiro dia em que conversei com aquele q seria meu marido. Uma segunda feira, nos idos de ...., defronte a escola.
E como em vários outros dias em que aconteceram coisas importantes na minha vida.
Chove, e esta é a situação q mais amo.
Chove porque alguém rezou bastante para q Deus molhasse a terra. A Terra.
Chove porque o milho precisa granar, formar pendões e matar a fome de homens e animais.
Chove porque o lençol freático precisa ser reposto.
Chove porque Deus chora.
Chove porque é primavera.
Chove porque é época.
Mas chove, principalmente, porque alguém acreditou q ia chover.
Chove prá q eu seja feliz.
(SEJA. Porque a palavra seje não existe, por mais q as pessoas a usem.)
Chove prá q eu tenha uma noite tranquila.
Chove porque se não chovesse bastante ninguém aguentaria o calor.
Chove porque o cemitério estava muito quente.
Isso faz com que os mortos sofram muito mais.
Besteira.
Mortos não sofrem.
Estão em paz.
Foram para o céu.
Não existe reencarnação, então os mortos estão em definitivo em algum lugar, até o Juízo final. Até que chegue a ressurreição.
Chove porque meu pônei precisa tomar banho.
Chove porque meu quintal está sujo.
Chove porque minha vizinha é desagradável.
Chove porque meu pai quis que chovesse.
Chove porque minha mãe foi professora.
Chove porque meu marido é lindo.
Chove porque meus filhos são maravilhosos.
Chove porque meus irmãos e primos são comandantes de aeronaves.
Chove porque minha irmã entrou na São Francisco com 17 anos, sem cursinho e sem escola particular.
Chove porque meu sobrinho e minha filha passaram na Unesp.
Chove porque minha outra filha passou na federal.
Chove porque meu filho adotivo passou na Unicamp, sem cursinho, sem dinheiro, sem conhecidos, sem "padrinhos", sem experiência, sem mãe, sem pai.
Chove porque estou cercada de pessoas boas.
Chove porque tenho amigos q me amam.
Chove porque na minha família somos váaaaaaaaaaaaaaaaaaaaarios escritores talentosos.
Chove porque em casa falamos um vernáculo perfeito.
Chove porque amamos os animais.
Chove porque há pessoas íntegras ao meu lado.
Chove porque Deus é amor.
Beijos a quem amo.
domingo, 28 de novembro de 2010
Oração pelo Leão Ariel
Permita que Seus Santos e Anjos, na Terra e no Céu, se mobilizem para ajudar a devolver e manter a saúde do especial Leão Ariel.
Que São Francisco de Assis possa tomar Ariel nos braços e levá-lo à Sua presença, para que o Senhor lance um olhar a esse animal tão especial para os humanos.
Que a Sua Graça seja demonstrada através da cura de Ariel, e que todas as pessoas que gostem dele sejam gratas a Deus pela ajuda.
Senhor, desde já nós agradecemos pela graça que não merecemos, mas que Sua Misericórdia nos concede.
Obrigado(a), Senhor Deus.
Visões dois
A história me começou a ser contada numa tarde quente da minha terra, em q paramos sob a sombra de uma imensa paineira.
Ela me contou algumas coisas incoerentes, q eu anotei logo q cheguei a casa.
Se não tivesse anotado, nem me lembraria mais dos detalhes, tantos são.
Aos poucos, conforme eu for descobrindo o restante da história, q eu presumo seja muuuuuuuuuuuito longa, vou reproduzi-la; algo me diz q aí "tem coisa".
Pois bem.
Ela me falou da moça de branco.
Numa das vezes em q essa moça a visitou, deixou sobre a mesinha da varanda uma mensagem.
Essa pessoa q me contou a história estava escrevendo em seu livro de receitas, o caderno ficou sobre a tal mesinha, com a caneta azul, ela fora para dentro da casa beber água... Quando voltou, as folhas do caderno estavam viradas, de modo q ela visse uma folha nova, em branco, qd voltasse, e não confundisse a mensagem com as muitas receitas já escritas. Em letras miudinhas, me disse ela, estava escrito: "vc precisa ajudar minha filha".
Eu perguntei a ela se ela tinha certeza q era um escrito novo, e não alguém q deixara isso lá escrito há tempos...
Tenho certeza, ela me disse. O caderno fica sempre muito bem guardado prás crianças não mexerem, então é impossível q alguém tenha escrito.
Outra coisa: as folhas estavam presas com um clip.
Não havia explicação. Então eu resolvi fingir q acreditara nela. Era uma mensagem. Mas quem seria a pessoa q a emitira? E quem seria a filha q precisava de proteção?
Fossem quem fossem, não iríamos descobrir tão já. Eu a aconselhei a não pensar muito nisso. As coisas se esclareceriam qd chegasse o tempo.
Ela me acatou e a situação se acalmou.
Sempre q a vejo penso q ela vai continuar a história. Ainda não me deu mais nenhuma pista, mas também não nos encontramos com tempo suficiente.
Vou passar o próximo final de semana na chácara, com ela. Talvez eu consiga outras informações.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
A gaveta da minha mãe
Havia uma gaveta somente com fac-similes recebidos dos filhos e netos.
"Feliz dia das mães. A gente não foi porque está cansada, não dá prá fazer uma viagem dessa num dia e voltar no outro. Logo a gente vai." "Feliz Natal. Nesse ano não vamos, mas no próximo estaremos aí. Se cuida, tá?" "Feliz aniversário! Não pudemos ir, mas queremos q vc coma o nosso pedaço de bolo. No próximo ano iremos, tá bom?" "Feliz aniversário (dois anos depois). Não pudemos ir, o bebê nasceu, mas logo a gente vai." "Feliz dia das mães. A gente não pode ir de novo, porque... a tia do amigo da vizinha da minha sogra está gripada, e a gente vai lá fazer uma visitinha." "Feliz Natal. Vai ficar por aí? Nós vamos pra Bahia, mas logo voltaremos. Se cuida." "Feliz aniversário. O vô do panda do zoo de Varginha está com dor de barriga, então não vamos."
Assim foi a vida dela.
E ela sempre a esperar.
Eu às vezes me ofendia, porque nunca havia algo prá mim. Espere. Espere. Até q meu tempo passou. Eu também me fui, cansei de esperar. Ela ficou sozinha, porque eu também havia desistido de retira la do ponto de espera. Vieram poucas vezes. Depois q meu pai morreu, aumentaram as visitas, mas nunca no ritmo em q ela queria ou esperava. Até q ela acreditou q viriam ao menos uma vez por mês.
Contava os dias, a minha mãe.
Sabia direitinho quantos dias faltavam pra suposta visita.
E fazia mil preparativos, cada vez menos com o passar dos dias.
Os olhos brilhavam ainda, nos últimos dias.
Olhos claros, meio verdes, meio azeitonados, mas brilhantes.
Olhos lindos, os da minha mãe.
Inocentes e profundos.
Prá quem passou tantas dificuldades, trabalhou desde os oito anos, venceu na vida, foi professora, criou filhos, escreveu e ouviu estrelas, os olhos ainda brilhavam bastante.
Papa anjo dois
Se caçou um besta prá lhe desencalhar, porque não continuar a explorá-lo?
Arrumar um emprego melhor, passar num concurso, estudar?
Nem pensar.
Ela continua mandando a ex sogra dar recados, pois sabe q o filho pelo menos a ouve.
Mas nem sempre. Isso ela não sabe ainda.
Vai aprender, mais dia, menos dia.
E vai se fazer de brasileira coitadinha, porque o anjo foi embora.
Vai ter q papar outro, se quiser continuar na vidinha de exploração q lhe cai tão bem...
Só q anjos são cada vez mais raros. A não ser q queira papar um mais novo q o próprio filho.
Aí, sim, vai mascar o anjo.
E vai ficar mais famosa ainda.
Data venia, q se f...
Brasileiro é, em geral, coitadinho
A cada dez, oito não reagem nem a um bom pontapé de uma bota número 42 com biqueira de aço.
A carta ao Garcia nuuuuuuuuunca vai ser entregue.
O brasileiro dá um jeitinho prá viver de seguro desemprego, trabalha seis meses por ano, os outros seis meses ele vive pendurado no dinheiro público; se trabalha por dia, vai ao labor somente até fazer a féria q dê para a semana, depois é só boteco.
Bebe, livra o pescoço do laço, bebe de novo, desrespeita as pessoas a seu redor, ofende a esposa, é grosseiro com os filhos, com os colegas de trabalho, todo mundo quer ver seu fracasso, ninguém ajuda, só quer q ele se f...
Brasileiro é, em geral, procurador de culpados para os próprios males.
Tudo é difícil.
Mandar currículo é difícil, porque as pessoas não lêem. Bater às portas é difícil porque o empregador vê sua figura e não te atende. Procurar pela internet é difícil porque tem q ficar frente ao computador. Conversar com os amigos é difícil porque ninguém gosta de procurar emprego para outro. Fazer um curso profissionalizante noturno é difícil porque já tá tãooooooooo cansado do dia vendo tv...
Fazer um curso on line é difícil porque eles marcam prazo prá entregar os trabalhos...
Fazer um curso por correspondência é difícil porque tem q mandar as provas pro instituto corrigir...
Bem, se houver um fim na lista de desculpas, ele inventa mais.
Brasileiro coitadinho é pleonasmo.
E haja neologismo prá justificar tanta incapacidade, tanta falta de vontade...
Paciência...
Data venia, q se f...
Eu odeio coitadinhos...
Todo mundo conhece algum.
É o quarentão q não terminou nenhum dos quatro cursos q começou porque... Bem, da primeira vez a mulher estava barriguda, segundo as palavras dele, e não pode continuar o curso q faziam juntos. Para ser solidário, ele tb parou. Da segunda, precisou comprar um carrinho prá levar a mulher e a sogra passear. Comprou um Dodge Polara marrom, q foi à Aparecida do Norte 243 vezes, sabe-se lá fazer o q. Pagar promessa de papa anjo, acho. Da terceira, ele não foi mais porque precisou faltar uma semana, justo a semana de provas, porque o filhinho de nove anos estava com rinite alérgica. Aí, bem, já tinha perdido as provas, mesmo, e ele não foi mais. De todas essas vezes ele perdeu os anos feitos porque demorou mais de três anos prá retornar, e não fez força alguma prá retornar antes disso.
Na quarta vez, começou, ameaçou parar, viu q todos os seus amigos já estavam com profissão definida e emprego bom... mas não quis desistir dos sábados vagabundeando pelos butecos da cidade nem dos domingos dormindo o dia inteiro, e desistiu do curso, porque tinha muita coisa prá ler.
Aí, lógico, esse coitadinho não consegue passar num bom concurso.
Também, vc é quem teve sorte, tem um emprego bom, teve a sorte de passar num bom concurso, tem um carro melhor q o dele... O coitadinho não vê seus finais de semana inteiros dentro de casa, o adeus à diversão, à cerveja, aos amigos desqualificados...
Não vê q vc economiza cada centavo, apaga as luzes, desliga logo o chuveiro, não compra um sapato por mês, reforma as próprias roupas, não anda de carro para ir trabalhar, não lava o quintal todo dia, não gasta em lanches nos locais badalados da cidade, não toma refrigerante todo dia...
Nossa, a lista do q vc faz prá melhorar de vida é infindável.
Só o coitadinho não tem tempo prá nada, nem prá ler um folheto de orientação de vacinas para cães.
Desse jeito não dá!!!
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Briga de família
A gente deixa de viver alguns aspectos da vida q depois de um tempo vão fazer muuuuuuuuuuuita falta.
Assim foi com a minha mãe.
Alguns membros da família, por idiotice pura, não a visitavam.
Não é não a visitavam com frequência.
Não, simplesmente não a visitavam ponto.
Ela ficava sozinha as vezes a semana inteira. Eu, trabalhando muito e estudando à noite, aos sábados estava morta, nem queria ver a luz do sol. Aos domingos, cozinhava algo prá semana e limpava a casa.
Minha mãe vinha à minha casa de táxi, pois há muito já não aguentava a "pernada" morro acima, no calor q faz na minha cidade.
Ela vinha, desculpava-se por incomodar e desculpava-se também por não mais poder passar a roupa prá mim.
Eu não queria isso.
Prá mim, bastava q ela se lembrasse de vir me ver, enfrentasse todas as suas dificuldades por mim e aqui permanecesse, mesmo q não nos falássemos tanto. (Ela já não ouvia há uns 13 anos)...
Eu passava a roupa, ela recostava-se no sofá e ficava vendo algum jogo de futebol.
Ela não conheceu dois de seus bisnetos.
Mas uma meninazinha adorável, q nem bisneta era, mas irmã dos bisnetos, vinha vê-la, abraçava e beijava-a muito mais q os netos o faziam.
E como se entendiam, essas duas! Minha mãe e Victória.
No último dia da minha mãe, um feriado municipal, eu mostrei algumas fotos a ela, mas ela já não tinha nenhum interesse.
Talvez já estivesse se desligando, como alguém q vai viajar e sabe não haver mais tempo prá miudezas.
Ela nem se lembrava da existência de todos da família.
Em seu sepultamento, veio gente q há ano e meio não a visitava.
Não os critico.
O remorso e a dor hão de segui-los até o fim da vida.
Ela não viu suas lágrimas. Não ganhou o último presente. Não conheceu os bisnetos.
Mas mãe, essa gente toda vai remoer a culpa até os últimos dias, mesmo q vc não queira assim.
E eu vou achar q a justiça foi feita.
Paciência.
Todos nós devemos ser capazes de aguentar as consequências de nossos atos.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Emagrecendo...
Não aguento ficar só no iogurte, no leite desnatado, ovo, queijo...
Sem contar q me propus não comer carne por esses dias.
Ah, aí já é demais.
Sem refri, cerveja, pão, macarrão, arroz, feijão, bolachas, biscoitos, doces etc etc etc...
Não há tatu q aguente.
Mas eu quero muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito sair dos 3 dígitos.
Nem grávida de um bebê de 4 quilos, aos 9 meses, eu pesei tudo isso.
Mas reconheço também q nunca tive um período de vida tão difícil.
Perdi minha irmã. Foi qd desembestei a engordar.
2 anos depois, há um mês, minha mãe.
Gente, eu fiquei completamente órfã!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Só quem já perdeu sabe.
Como vou encontrar coisas prazerosas prá fazer, além de comer?
Nada me dá prazer.
O q me dá um pouco de tranquilidade é estar com meu marido, vendo um filme q não exibe muita concentração, deitados na sala, com o ventilador ligado.
Meus meninos estão com o pai.
Minhas meninas estudam e moram fora, Graças a Deus, q ninguém merece essa minha cidade.
Minha cachorra e nossa gata nos acompanham por toda a casa, e minha cachorra sabe lidar comigo.
Faz uma companhia silenciosa e presente.
Mas eu quero, eu posso, eu consigo.
Vou conseguir e meu marido vai me carregar no colo.
Beijos.
Tarde na roça
Solidão.
Antes do sol se por, eu ainda não terei energia suficiente para agir.
Não sou do dia.
Tenho pique à tardinha e à noite.
Adoro os começos das manhãs, mas qd o sol esquenta minha cidade torra e não dá chance prá gente começar a fazer algo.
Adoro o fim da tarde, apesar de ser deprimente.
Mas gosto muuuuuuuuito mais no outono, qd as sombras são douradas.
Não faz muitos anos q notei as sombras douradas do outono, mas qd notei me deslumbrei.
Amo o outono.
Na roça, as sombras vão se alongando e dá uma vontade louca de tomar um banho e ficar sentada na varanda vendo a noite chegar.
Os pirilampos vão surgindo aos poucos e os últimos pássaros vão piando se recolher às árvores.
As crianças, cansadas, já se vão sentando perto de casa, esperando a ordem para o banho e para sentar-se à mesa.
A gente janta e sempre alguém tem algo prá fazer: jogar xadrez, costurar, bordar, fazer crochê, pintar as unhas, ver se o galinheiro está fechado, contar os porquinhos, ir até a porteira e alongar o olhar, checar se o carro foi trancado, se a vaca preferida ainda não criou.
A noite na roça é uma maravilha. O silêncio pesa e a gente dorme muuuuuuuuuuito bem.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Açúcar
Como é bom!!!
Diminuí o açúcar da minha dieta na sexta à noite, e continuo firme e forte.
Somente uma banana por dia, q ela me dá o açúcar necessário, sem excesso.
Chá, suco de limão, leite (sei, tem lactose), carne, ovos, folhas.
Não sei até quando vou aguentar, mas vou.
Minha meta é 40 quilos.
Um de cada vez.
Sem cirurgia e sem medicação.
Sei também q não posso cortar todo o açúcar, mas fico com o natural, o q me vem das frutas q consumo.
No mais, vou tentar eliminar os três inimigos brancos:
açúca, farinha e sal.
Vamo nessa, q é bom à bessa!!!
Beijos.
domingo, 21 de novembro de 2010
filho único
Estuda prá caramba, viaja sozinho, não fala papai, trabalha muuuuuuuuuito, já fez 3 faculdades, lê muuuuuuuuuuuito, é arrojado, inteligente, lê dois jornais por dia, todo dia, come de tudo, não cai em lorotas de mulheres "espertas" e não é chato.
Pois é. Difícil achar um filho único assim.
Ele, se for homem, é difícil.
Não come carne moída, não come ovo mexido, não come arroz integral, só come panetone com chocolate (as frutinhas dão dor de barriga no menininho...), não almoça se não tiver refri na mesa, a mamãe tira férias na formatura do prezinho, nessa formatura vem até a titia da capital, aquela q já ofendeu o papai, por isso não se senta com a família... A vovó não vai, porque está esgotada de ter preparado a festa da formatura, lógico q com os pratos preferidos do netinho q só come se a vovó temperar com aquela cebolinha q nasceu bem no centro da jardineira...
Durante uma palestra de psiquiatria na facul, o médico disse q o único remédio para uma das mães q confessou ter um filho único assim era "ir rápido prá casa e tentar fazer outro, antes q os estragos fossem irreversíveis..."
Parece brincadeira, mas não é.
Se vc tem somente um filho, vá fazer outro ainda hoje, q ainda dá tempo.
Não deixe seu unicozinho ser um peso para o planeta.
Melhor ter dez q saibam dividir e conviver q somente um cheio de nove horas e frescuras.
Um viado a menos.
Beijos a quem amo.
O q é q vc vai fazer domingo à tarde?
Foi a resposta mais inteligente q já ouvi.
Minha amiga realmente quer melhorar a vida dela.
Não se põe a chorar ou a se lamentar.
Não, ela compra livros específicos e os devora.
Vai conseguir, com certeza. Amanhã terminamos a faculdade e, mais q nunca, ela vai estudar.
Mais do q já estuda durante os intervalos, durante a troca de professores, durante a viagem de hora e meia até Araraquara, durante os finais de semana em q agradece a Deus o fato do namorado ter q trabalhar prá q ela possa estudar, mais do q já vi alguém estudando.
Como ela, só minha filha mais velha.
Noooossa, aos finais de semana varava a noite estudando, dormia um pouco e estudava o resto do dia.
Também, passou no vestibular sem cursinho, na faculdade q escolheu, no curso que quis.
Sem maiores sofrimentos.
Graças a Deus tenho filhos assim e amigos assim.
Acho q também vou estudar domingo à tarde.
Quero um cargo melhor no meu emprego.
Quero fazer coisas, fazer meu sítio produzir e "tocar-se" sozinho, quero ter uma casa linda, arrumada, cheirosa, agradável, acolhedora...
Vou estudar.
Vou imitar as coisas boas q meus amigos fazem.
Beijos.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
EU FALO PALAVRÕES?????????????????????????????
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua.
Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará >plenamente um dia. Sem que isso signifique a "vulgarização" do >idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.
"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!", assim >como o "Absolutamente Não" já soam sem nenhuma credibilidade. O "Nem odendo" é irretorquível, e liquida o assunto.,Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida.
Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo Marquinhos, presta atenção, filho querido,"NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Caetano Veloso.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional.
Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba. Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua Maravilhosa e enforcadora derivação "vai tomar no meio do seu cu!"?.
Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável!, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no meio do seu cu!".
Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima.
Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação?
Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!".
Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala.
Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?
O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho (a)mesmo? Então foda-se!".
O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição >Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e Foda-se!
(Luís Fernando Veríssimo)
Visões
Hoje aconteceu de novo.
Pelo canto do meu olho esquerdo eu a vi novamente.
Toda de branco, rápida, passando por mim.
Não me disse nada, mas eu sei q me segue.
Está pronta prá conversar comigo, mas eu ainda não estou pronta prá fazer o mesmo por ela.
Ouço seus ruídos, e temo a solidão, porque é quando ela se chega.
Não sei o q ela quer. Se não quer nada, porque a insistência?
Se quer algo, porque não escreve, ou não me deixa um sinal?
Preciso tomar alguma providência.
Talvez a dor de cabeça q eu tenha depois q isso acontece seja a minha resistência...
Vou fazer algo ainda hoje..."
É feito de pedras o chão de minha terra - ROSA DELBONI RODEGUERO
pisei e senti sob meus pés as pedrinhas q te formam e te consagram
chão q firmou meus passos indecisos em busca do ideal
chão q acalentou meu andar vacilante
à procura de alguém q me compreendesse
e palmilhasse o mesmo chão sem sentir q
é feito de pedras o chão de minha terra...
Chão q viu sementes produzirem.
Viu florestas bravias desvastadas e correrem amedrontados os animais selvagens.
Viu vidas chegarem, formarem gerações
Gerações q se foram e sobre ti deixaram as pegadas do destino.
Chão batido e trilhado q em busca do progresso
te alastraram seguidos por milhares q sentaram e te ergueram, sem importar q
é feito de pedras o chão de minha terra...
Chão q viu feridos os pés nas pedras soltas da passagem
Cada uma trazendo uma mensagem de amor, de luta, de glória, de conquista, da certeza em busca de vitória.
Chão q resiste, q persiste, q insiste, q existe porque
é feito de pedras o chão de minha terra...
Chão de minha terra, quanta coisa tu viste e sentiste
Dores, tristezas, árvores desfolhadas, caídas, encostadas no caminho.
chão q presenciou tragédias e lágrimas
angústias q sobre ti se deram e se exaltaram
tragédias conquistadas vaidosamente, q desenrolaram e a ti mancharam de um vermelho diferente do teu chão q
é feito de pedras, o chão de minha terra...
Chão conquistado à força de heroísmo
chão pisado, massacrado pelo fogo trepitante
chão sofrido, chorado, humilhado, chão sentido
nos teus sulcos dormem sonhos e castelos.
Nos teus vales jazem sombras inertes de ansiedades,
vultos de passagens q se foram e te deixaram na verdade e na fé porque
é feito de pedras, o chão de minha terra...
Chão prodigioso, regado com o suor da abundância
q te farta, q te nutre, te sacia de útil e precioso.
E joga pasadas, compassadas, a vida inteira.
Chão q cresce e abastece as gerações q te pisam e te repisam num vai e vem laborioso.
Que te constroem e te tornam famoso sem saber q
é feito de pedras o chão de minha terra...
Chão vermelho, regado pelo céu, e se multiplica aos milhões em verdes ondulantes pelas encostas.
Chão formoso regado com as preces ao Senhor
Abençoado pela mão do Criador
sobre pedra em q acentou tua fé.
E na tua imensa seara o trabalho é abundante
q ampara o velho e abriga o infante.
Chão de alicerce, porque
é feito de pedras, o chão de minha terra...
Chão secular de passados desfolhados,
esperanças q se foram, árvores q tombaram
com o tempo q passou e arrastou.
Chão secular, de presente real e primavera eterna no coração da mocidade
que te pisa, do pedestal da vida, caminhando e sentindo q
é feito de pedras o chão de minha terra...
Chão secular de sonhos no futuro q chega,
q entra, q tem vida, q tem alma.
Que sente a firmeza no andar jovem e risonho
e anseia pelo ideal de te manter firme.
Chão q viu alegrias e tristezas, risos e dores, paz e guerra, mentiras e verdades.
Chão de minha terra q reinou, reina e reinará pelos séculos dos séculos, porque
é feito de pedras o chão de minha terra...