MÃE!!!

MÃE!!!
Ela era uma Rosa

A vida não pára!

Paciência

Lenine

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não...

Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para...

A vida não para...

http://www.youtube.com/watch?v=sXmWAOIWg3w


















Páginas

sábado, 11 de dezembro de 2010

Pinguinho

Pinguinho nasceu no dia primeiro de maio.
Não o vi logo, nem a seus irmãos.
Não conheci a mãe dele.
Não vi a casa onde ele nasceu.
Mas eu o amei.
Ele foi dado aos meus filhos, em especial à minha filha mais velha.
Pequenininho ainda, com um mês, já nos foi levado.
Eu o guardava no meu peito, por cima da camiseta, por baixo da blusa de frio. Era junho, e o vento no sítio queimava o rosto da gente.
Talvez queimasse o dele também, por isso tanta proteção.
Logo ele começou a andar atrás do meu cunhado, acompanhando-o e aprendendo as coisas.
Ficou logo bem amarelo.
Esperto, e bravo.
Não muito bravo.
Mas não gostava de estranhos, nem de ser ameaçado.
Lógico. Quem gosta?
Pinguinho virou estrela no dia 03 de julho de 2010.
Depois de ficar muito doente por uma semana, mais ou menos.
Foi tratado, medicado, mas não aguentou.
Não sabemos o q teve. As vacinas estavam todas em dia...
Foi levado pelo pai das crianças ao sítio onde brincava quando criança.
Ele o enterrou lá. Foi o que me disse. Eu não vi, mas acredito q possa mesmo ter sido enterrado lá. Era a casa dele.
Pinguinho, eu tenho certeza q todos os cães merecem o céu, como diz o filme.
Tenho certeza também q vc está no céu.
Com todos os nossos outros animaizinhos q já partiram daqui.
E vc tá feliz. Sem dor, sem doença, sem perigos, sem gente q não goste de animais prá mandar vc sair.
Fica com Deus, querido.
Logo, logo estaremos todos juntos novamente.
E eu vou carregar de novo vc no colo, embrulhado na minha blusa de frio...
Beijos.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Serviços Domésticos - Divisão

Engraçado como duas casas têm capacidade de ser diferentes até na medula.
Nunca tive problemas com filhos. Lógico q doenças infantis todos tiveram, mas meu instinto dizia quando era hora de "correr" para o médico.
Nunca tiveram nada grave, Graças a Deus.
Mas não é disso q falo.
Falo das tarefas cotidianas, do dever de casa, do trato das próprias coisas. Há quem diga q são bagunceiros, mas eu sei q está tudo certo.
Minha filha leu as obras polêmicas dos psiquiatras, pediatras e similares. Ela sabe q o máximo q eu devo fazer com a bagunça do quarto dela é fechar a porta. Não há conflito aí. Eu não gosto da bagunça, mas não quero passar o dia todo arrumando coisas. Nem ela.
Então, como temos muitos bichos, nós dividimos as tarefas. Quem chega nem percebe, parece q tudo sobra prá um.
Mas se um bichinho fica doente, posso contar com as crianças para passar a noite com ele, levar para tomar injeção, para castrar, passear, comprar ração... Posso pedir q um filho marque consulta no veterinário na hora em q ele pode levar e buscar...
Posso contar q uma das minhas filhas lavará o quintal, catará o cocô dos cachorros e ainda espirrará desinfetante com cheiro de eucalipto para q o quintal fique limpinho e cheiroso.
Sempre pude contar q um deles lavaria o banheiro, molharia as plantas, cantaria para o bebê.
Isso é paz doméstica.
Não há stress.
Nunca tive problemas de ciúme de um filho por causa de outro.
Então agora, qd acontece de alguém me contar q não tem um gatinho porque ninguém na casa se habilitou a limpar a casinha e trocar a areia sanitária, eu me espanto.
Em casa sempre q vemos um serviço a ser feito, o fazemos. Não esperamos alguém mandar, ou alguém cair, ou pagar um terceiro para fazer. A casa é nossa e todos nos responsabilizamos.
Amo! Amo! Amo! Amo!
Quatro vezes, porque são quatro.
Quatro maravilhas, quatro presentes de Deus, embora só um se chame Mateus.
Rimou, mas é o significado do nome.
Beijos aos meus 4 guerreiros.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Desejar e agir.

O seu erro é que vc só fala, não faz nada.
Mas é claro.
Ou grávida ou amamentando.
Sempre o pai das crianças pedindo algo ou querendo q ela justificasse uma atitude.
Não havia trégua.
Sempre alguém querendo algum favor.
Lógico q não dava tempo dela fazer nada.
Então, quando precisava de alguma coisa, ela pedia.
Implorava.
Pagava prá alguém fazer.
Nem assim.
Depois ela passou a meditar sobre o "vc só fala, não faz".
E começou a fazer.
Mudou a própria vida.
Deu um basta nas justificações.
Começou a correr atrás dos sonhos dela.
E os foi realizando.
Um a um.
Foi assustando muitas pessoas.
Porque mulheres q leem e agem assustam.
Assustam muito.
Desde o tempo da Bela e a Fera.
Gaston acreditava q mulheres q leem começam a ter idéias, e isso não era bom prá ele.
Muitos homens acreditam q mulheres q pensam são um perigo.
São mesmo. Mulheres q pensam não se casam com qualquer um.
Mulheres q leem e pensam escolhem melhor.
Casam-se com uma alma boa, mesmo q pareça ser de uma Fera.
Quando ela descobriu q agir, fazer coisas, mudar a rotina, implodí-la, mudava o mundo dela, ela descobriu q melhor q mudar o mundo era mudar a si.
Hoje, ela é uma vitoriosa.
Age. Pensa. Medita. Vai. Arrisca. Faz.
Conquista.
Entendeu a diferença entre desejar e agir.
Não é possível só desejar, nem é possível só agir.
Há q mesclar os dois para alcançar o equilíbrio.
Mas desejar muito e agir muito muda tudo. Ela q o diga.
Beijos a quem amo.

Amuleto personalizado

Eu fiz um para mim.
Ele parece mesmo mágico, porque eu queria fazer três coisas no tempo de uma semana e consegui duas. A terceira eu consegui começar.
Acho q é um bom sinal.
Mas também, eu pesquisei horroooooooooores antes de fazê-lo.
Busquei as origens, o uso através das dinastias do Antigo Egito, o uso durante a Idade Média e eventuais explicações científicas da crença.
Não foi fácil.
A cada vez q eu encontrava uma razão, surgia outra q a desmentia.
Assim foi por um bom tempo.
Mas o achado definitivo aconteceu enquanto eu lia uma publicação de História.
História Antiga, prá ser mais exata.
O Vale dos Reis.
Uma Nefertiti e Meritamon.
Um trevo em mármore.
O desenho de um gato.
Achei a explicação científica no mármore e a crendice na imagem do gato.
Mas gato em mármore não se pensava.
Então criei meu amuleto.
Sem dúvida, ele me trouxe muuuuuuuuuuita sorte.
Eu posso fazer um prá vc.
Tenho certeza q dará certo...
Beijos.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Risoto de milho

Ontem eu fiz o jantar, enquanto meu marido foi na casa da minha mãe tratar a nossa outra cachorra, a Miúcha.
Ele ainda passou na casa da tia prá deixar palha de milho verde prás vacas do sítio do tio.
Quando ele chegou, eu já tinha posto a mesa e estava jogando paciência.
Eu disse q tinha feito arroz, mas ele disse q estava tão rico q não era arroz, era risoto.
E eu q pensava q não sabia fazer risoto!!!
Mas foi tão simples!
Arroz (metade integral, já cozido, metade parboilizado, cru), cebola ralada, cebolinha, salsa, muito alho (ele adora, eu também), tomate, milho, cenoura em quadradinhos, uma pitadinha de manteiga, um pouquinho de sal... Sem camarões, sem carne, sem outras frescuras.
Uma delícia.
Salada de tomatinhos pêra, mais ovos cozidos, mais feijão, mais carne de porco bem caipira.
Um jantar digno de reis.
E prá completar, um copão de fanta laranja.
Q eu amo.
Nossa, q fartura...
Eu pensei muito nas crianças da Etiópia e rezei por elas. Eu até poderia mandar uma refeição por dia prá elas, mas não chegaria.
Então mando prás crianças daqui, q estão bem mais perto de nós.
E um bom risoto prá quem eu amo.
Pode até ser com camarão.
Beijos.

Pousada Maratoa

Fica em Boiçucanga.
Pousada Maratoa.
Linda!
Vamos passear por lá novamente no ano q vem.
Quero trazer lindas fotos e doces recordações.
Quero deixar pegadas, só.
Porque na natureza é assim: só se tira fotos, só se leva recordações, só se deixa pegadas, só se toma água, só se rouba beijos.
Somos naturalistas e fazemos pós-graduação em Direito Ambiental.
Não podemos agir de outra forma, por princípios.
Então, pousada Maratoa, aqui vamos nós, começando mais uma jornada da Família R e S.
Fantástico!
Beijos.

Nossa gata - Tóta

Tóta é uma gatinha siamesa q minha filha trouxe prá casa de um passeio com a Bebel, nossa cachorra mestiça pastor, grande, enorme, filhotona, brincalhona, q adora a Tota.
Bebel, Idéia, Elle e Amy são nossas cachorras.
Todas castradas.
Amam nossa gata.
A Tóta sofreu uma cirurgia ontem. Foi castrada, pelo bem dela.
Teve cinco filhotinhos lindos, de olhos azuis. Mas eles já estão grandinhos e ela poderia engravidar de novo, então nós a castramos. Já há muitos animais no mundo, abandonados.
Precisamos castrar nossos animais domésticos, mesmo q digam q é cruel. Não é. Eles não têm o sentido de "nunca mais", então nem percebem q não vão cumprir o chamado da natureza.
Tota já está boa. Voltou a comer, a dormir no sofá e na nossa cama.
Mas como mãe é mãe, quando está cheia de leite permite q os filhotes mamem, apesar do corte q tem na barriguinha.
Tota é carinhosa, mansa e boazinha.
Amy adora a Tota, apesar de todo mundo falar q a Amy é mimada e fresca.
É q aqui em casa, os bichos são muito bem tratados, com toda a consideração. Por isso, até falam.
Sem culpa alguma, se eu tiver q escolher entre um animal e um humano... Se o humano não for do meu sangue, eu escolho o animal...
Mesmo.
Beijos, querida Flines. Vc ama animais.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

a minha barraca de camping

É grande, para uma família grande.
É forte, para grandes viagens.
É bonita, para nos alegrar.
É cheia de estigmas pessoais, detalhes secretos, caminhos velados para a ficção.
É maravilhosa, porque nos abriga em campos minados.
É fantástica, porque nos leva a lugares insondáveis.
Minha barraca de camping tem marcas q nenhuma outra tem.
Ela não é o Tejo, mas ela é a minha barraca de camping, e como ela não há nenhuma outra.
Amo acampar...
Beijos.

chuva

"Meu amor! Olha só, hoje o sol não apareceu!"
É trecho de música.
Hoje o sol apareceu. Mas agora à noite chove.
Como no primeiro dia em que conversei com aquele q seria meu marido. Uma segunda feira, nos idos de ...., defronte a escola.
E como em vários outros dias em que aconteceram coisas importantes na minha vida.
Chove, e esta é a situação q mais amo.
Chove porque alguém rezou bastante para q Deus molhasse a terra. A Terra.
Chove porque o milho precisa granar, formar pendões e matar a fome de homens e animais.
Chove porque o lençol freático precisa ser reposto.
Chove porque Deus chora.
Chove porque é primavera.
Chove porque é época.
Mas chove, principalmente, porque alguém acreditou q ia chover.
Chove prá q eu seja feliz.
(SEJA. Porque a palavra seje não existe, por mais q as pessoas a usem.)
Chove prá q eu tenha uma noite tranquila.
Chove porque se não chovesse bastante ninguém aguentaria o calor.
Chove porque o cemitério estava muito quente.
Isso faz com que os mortos sofram muito mais.
Besteira.
Mortos não sofrem.
Estão em paz.
Foram para o céu.
Não existe reencarnação, então os mortos estão em definitivo em algum lugar, até o Juízo final. Até que chegue a ressurreição.
Chove porque meu pônei precisa tomar banho.
Chove porque meu quintal está sujo.
Chove porque minha vizinha é desagradável.
Chove porque meu pai quis que chovesse.
Chove porque minha mãe foi professora.
Chove porque meu marido é lindo.
Chove porque meus filhos são maravilhosos.
Chove porque meus irmãos e primos são comandantes de aeronaves.
Chove porque minha irmã entrou na São Francisco com 17 anos, sem cursinho e sem escola particular.
Chove porque meu sobrinho e minha filha passaram na Unesp.
Chove porque minha outra filha passou na federal.
Chove porque meu filho adotivo passou na Unicamp, sem cursinho, sem dinheiro, sem conhecidos, sem "padrinhos", sem experiência, sem mãe, sem pai.
Chove porque estou cercada de pessoas boas.
Chove porque tenho amigos q me amam.
Chove porque na minha família somos váaaaaaaaaaaaaaaaaaaaarios escritores talentosos.
Chove porque em casa falamos um vernáculo perfeito.
Chove porque amamos os animais.
Chove porque há pessoas íntegras ao meu lado.
Chove porque Deus é amor.
Beijos a quem amo.

domingo, 28 de novembro de 2010

Oração pelo Leão Ariel

Senhor Deus de todos os povos, de todos os animais, de todas as criaturas...
Permita que Seus Santos e Anjos, na Terra e no Céu, se mobilizem para ajudar a devolver e manter a saúde do especial Leão Ariel.
Que São Francisco de Assis possa tomar Ariel nos braços e levá-lo à Sua presença, para que o Senhor lance um olhar a esse animal tão especial para os humanos.
Que a Sua Graça seja demonstrada através da cura de Ariel, e que todas as pessoas que gostem dele sejam gratas a Deus pela ajuda.
Senhor, desde já nós agradecemos pela graça que não merecemos, mas que Sua Misericórdia nos concede.
Obrigado(a), Senhor Deus.

Visões dois

Quem leu "Visões" sabe q está entre aspas.
A história me começou a ser contada numa tarde quente da minha terra, em q paramos sob a sombra de uma imensa paineira.
Ela me contou algumas coisas incoerentes, q eu anotei logo q cheguei a casa.
Se não tivesse anotado, nem me lembraria mais dos detalhes, tantos são.
Aos poucos, conforme eu for descobrindo o restante da história, q eu presumo seja muuuuuuuuuuuito longa, vou reproduzi-la; algo me diz q aí "tem coisa".
Pois bem.
Ela me falou da moça de branco.
Numa das vezes em q essa moça a visitou, deixou sobre a mesinha da varanda uma mensagem.
Essa pessoa q me contou a história estava escrevendo em seu livro de receitas, o caderno ficou sobre a tal mesinha, com a caneta azul, ela fora para dentro da casa beber água... Quando voltou, as folhas do caderno estavam viradas, de modo q ela visse uma folha nova, em branco, qd voltasse, e não confundisse a mensagem com as muitas receitas já escritas. Em letras miudinhas, me disse ela, estava escrito: "vc precisa ajudar minha filha".
Eu perguntei a ela se ela tinha certeza q era um escrito novo, e não alguém q deixara isso lá escrito há tempos...
Tenho certeza, ela me disse. O caderno fica sempre muito bem guardado prás crianças não mexerem, então é impossível q alguém tenha escrito.
Outra coisa: as folhas estavam presas com um clip.
Não havia explicação. Então eu resolvi fingir q acreditara nela. Era uma mensagem. Mas quem seria a pessoa q a emitira? E quem seria a filha q precisava de proteção?
Fossem quem fossem, não iríamos descobrir tão já. Eu a aconselhei a não pensar muito nisso. As coisas se esclareceriam qd chegasse o tempo.
Ela me acatou e a situação se acalmou.
Sempre q a vejo penso q ela vai continuar a história. Ainda não me deu mais nenhuma pista, mas também não nos encontramos com tempo suficiente.
Vou passar o próximo final de semana na chácara, com ela. Talvez eu consiga outras informações.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A gaveta da minha mãe

Hoje, meu último dia de férias, fui desocupar o armário da minha mãe.
Havia uma gaveta somente com fac-similes recebidos dos filhos e netos.
"Feliz dia das mães. A gente não foi porque está cansada, não dá prá fazer uma viagem dessa num dia e voltar no outro. Logo a gente vai." "Feliz Natal. Nesse ano não vamos, mas no próximo estaremos aí. Se cuida, tá?" "Feliz aniversário! Não pudemos ir, mas queremos q vc coma o nosso pedaço de bolo. No próximo ano iremos, tá bom?" "Feliz aniversário (dois anos depois). Não pudemos ir, o bebê nasceu, mas logo a gente vai." "Feliz dia das mães. A gente não pode ir de novo, porque... a tia do amigo da vizinha da minha sogra está gripada, e a gente vai lá fazer uma visitinha." "Feliz Natal. Vai ficar por aí? Nós vamos pra Bahia, mas logo voltaremos. Se cuida." "Feliz aniversário. O vô do panda do zoo de Varginha está com dor de barriga, então não vamos."
Assim foi a vida dela.
E ela sempre a esperar.
Eu às vezes me ofendia, porque nunca havia algo prá mim. Espere. Espere. Até q meu tempo passou. Eu também me fui, cansei de esperar. Ela ficou sozinha, porque eu também havia desistido de retira la do ponto de espera. Vieram poucas vezes. Depois q meu pai morreu, aumentaram as visitas, mas nunca no ritmo em q ela queria ou esperava. Até q ela acreditou q viriam ao menos uma vez por mês.
Contava os dias, a minha mãe.
Sabia direitinho quantos dias faltavam pra suposta visita.
E fazia mil preparativos, cada vez menos com o passar dos dias.
Os olhos brilhavam ainda, nos últimos dias.
Olhos claros, meio verdes, meio azeitonados, mas brilhantes.
Olhos lindos, os da minha mãe.
Inocentes e profundos.
Prá quem passou tantas dificuldades, trabalhou desde os oito anos, venceu na vida, foi professora, criou filhos, escreveu e ouviu estrelas, os olhos ainda brilhavam bastante.

Papa anjo dois

Lógico q a papa anjo não paga as próprias contas.
Se caçou um besta prá lhe desencalhar, porque não continuar a explorá-lo?
Arrumar um emprego melhor, passar num concurso, estudar?
Nem pensar.
Ela continua mandando a ex sogra dar recados, pois sabe q o filho pelo menos a ouve.
Mas nem sempre. Isso ela não sabe ainda.
Vai aprender, mais dia, menos dia.
E vai se fazer de brasileira coitadinha, porque o anjo foi embora.
Vai ter q papar outro, se quiser continuar na vidinha de exploração q lhe cai tão bem...
Só q anjos são cada vez mais raros. A não ser q queira papar um mais novo q o próprio filho.
Aí, sim, vai mascar o anjo.
E vai ficar mais famosa ainda.
Data venia, q se f...

Brasileiro é, em geral, coitadinho

Pois é. Se odeio coitadinhos, odeio brasileiros.
A cada dez, oito não reagem nem a um bom pontapé de uma bota número 42 com biqueira de aço.
A carta ao Garcia nuuuuuuuuunca vai ser entregue.
O brasileiro dá um jeitinho prá viver de seguro desemprego, trabalha seis meses por ano, os outros seis meses ele vive pendurado no dinheiro público; se trabalha por dia, vai ao labor somente até fazer a féria q dê para a semana, depois é só boteco.
Bebe, livra o pescoço do laço, bebe de novo, desrespeita as pessoas a seu redor, ofende a esposa, é grosseiro com os filhos, com os colegas de trabalho, todo mundo quer ver seu fracasso, ninguém ajuda, só quer q ele se f...
Brasileiro é, em geral, procurador de culpados para os próprios males.
Tudo é difícil.
Mandar currículo é difícil, porque as pessoas não lêem. Bater às portas é difícil porque o empregador vê sua figura e não te atende. Procurar pela internet é difícil porque tem q ficar frente ao computador. Conversar com os amigos é difícil porque ninguém gosta de procurar emprego para outro. Fazer um curso profissionalizante noturno é difícil porque já tá tãooooooooo cansado do dia vendo tv...
Fazer um curso on line é difícil porque eles marcam prazo prá entregar os trabalhos...
Fazer um curso por correspondência é difícil porque tem q mandar as provas pro instituto corrigir...
Bem, se houver um fim na lista de desculpas, ele inventa mais.
Brasileiro coitadinho é pleonasmo.
E haja neologismo prá justificar tanta incapacidade, tanta falta de vontade...
Paciência...
Data venia, q se f...

Eu odeio coitadinhos...

Pois é. Detesto os coitadinhos cheios de pena de si, achando q todos são culpados pelos fracassos deles...
Todo mundo conhece algum.
É o quarentão q não terminou nenhum dos quatro cursos q começou porque... Bem, da primeira vez a mulher estava barriguda, segundo as palavras dele, e não pode continuar o curso q faziam juntos. Para ser solidário, ele tb parou. Da segunda, precisou comprar um carrinho prá levar a mulher e a sogra passear. Comprou um Dodge Polara marrom, q foi à Aparecida do Norte 243 vezes, sabe-se lá fazer o q. Pagar promessa de papa anjo, acho. Da terceira, ele não foi mais porque precisou faltar uma semana, justo a semana de provas, porque o filhinho de nove anos estava com rinite alérgica. Aí, bem, já tinha perdido as provas, mesmo, e ele não foi mais. De todas essas vezes ele perdeu os anos feitos porque demorou mais de três anos prá retornar, e não fez força alguma prá retornar antes disso.
Na quarta vez, começou, ameaçou parar, viu q todos os seus amigos já estavam com profissão definida e emprego bom... mas não quis desistir dos sábados vagabundeando pelos butecos da cidade nem dos domingos dormindo o dia inteiro, e desistiu do curso, porque tinha muita coisa prá ler.
Aí, lógico, esse coitadinho não consegue passar num bom concurso.
Também, vc é quem teve sorte, tem um emprego bom, teve a sorte de passar num bom concurso, tem um carro melhor q o dele... O coitadinho não vê seus finais de semana inteiros dentro de casa, o adeus à diversão, à cerveja, aos amigos desqualificados...
Não vê q vc economiza cada centavo, apaga as luzes, desliga logo o chuveiro, não compra um sapato por mês, reforma as próprias roupas, não anda de carro para ir trabalhar, não lava o quintal todo dia, não gasta em lanches nos locais badalados da cidade, não toma refrigerante todo dia...
Nossa, a lista do q vc faz prá melhorar de vida é infindável.
Só o coitadinho não tem tempo prá nada, nem prá ler um folheto de orientação de vacinas para cães.
Desse jeito não dá!!!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Briga de família

Por ironia do destino, a gente se afasta de pessoas das quais nunca deveria ter perdido o contato.
A gente deixa de viver alguns aspectos da vida q depois de um tempo vão fazer muuuuuuuuuuuita falta.
Assim foi com a minha mãe.
Alguns membros da família, por idiotice pura, não a visitavam.
Não é não a visitavam com frequência.
Não, simplesmente não a visitavam ponto.
Ela ficava sozinha as vezes a semana inteira. Eu, trabalhando muito e estudando à noite, aos sábados estava morta, nem queria ver a luz do sol. Aos domingos, cozinhava algo prá semana e limpava a casa.
Minha mãe vinha à minha casa de táxi, pois há muito já não aguentava a "pernada" morro acima, no calor q faz na minha cidade.
Ela vinha, desculpava-se por incomodar e desculpava-se também por não mais poder passar a roupa prá mim.
Eu não queria isso.
Prá mim, bastava q ela se lembrasse de vir me ver, enfrentasse todas as suas dificuldades por mim e aqui permanecesse, mesmo q não nos falássemos tanto. (Ela já não ouvia há uns 13 anos)...
Eu passava a roupa, ela recostava-se no sofá e ficava vendo algum jogo de futebol.
Ela não conheceu dois de seus bisnetos.
Mas uma meninazinha adorável, q nem bisneta era, mas irmã dos bisnetos, vinha vê-la, abraçava e beijava-a muito mais q os netos o faziam.
E como se entendiam, essas duas! Minha mãe e Victória.
No último dia da minha mãe, um feriado municipal, eu mostrei algumas fotos a ela, mas ela já não tinha nenhum interesse.
Talvez já estivesse se desligando, como alguém q vai viajar e sabe não haver mais tempo prá miudezas.
Ela nem se lembrava da existência de todos da família.
Em seu sepultamento, veio gente q há ano e meio não a visitava.
Não os critico.
O remorso e a dor hão de segui-los até o fim da vida.
Ela não viu suas lágrimas. Não ganhou o último presente. Não conheceu os bisnetos.
Mas mãe, essa gente toda vai remoer a culpa até os últimos dias, mesmo q vc não queira assim.
E eu vou achar q a justiça foi feita.
Paciência.
Todos nós devemos ser capazes de aguentar as consequências de nossos atos.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Emagrecendo...

Tá bom, mas eu tb preciso comer algo q me "encha".
Não aguento ficar só no iogurte, no leite desnatado, ovo, queijo...
Sem contar q me propus não comer carne por esses dias.
Ah, aí já é demais.
Sem refri, cerveja, pão, macarrão, arroz, feijão, bolachas, biscoitos, doces etc etc etc...
Não há tatu q aguente.
Mas eu quero muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito sair dos 3 dígitos.
Nem grávida de um bebê de 4 quilos, aos 9 meses, eu pesei tudo isso.
Mas reconheço também q nunca tive um período de vida tão difícil.
Perdi minha irmã. Foi qd desembestei a engordar.
2 anos depois, há um mês, minha mãe.
Gente, eu fiquei completamente órfã!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Só quem já perdeu sabe.
Como vou encontrar coisas prazerosas prá fazer, além de comer?
Nada me dá prazer.
O q me dá um pouco de tranquilidade é estar com meu marido, vendo um filme q não exibe muita concentração, deitados na sala, com o ventilador ligado.
Meus meninos estão com o pai.
Minhas meninas estudam e moram fora, Graças a Deus, q ninguém merece essa minha cidade.
Minha cachorra e nossa gata nos acompanham por toda a casa, e minha cachorra sabe lidar comigo.
Faz uma companhia silenciosa e presente.
Mas eu quero, eu posso, eu consigo.
Vou conseguir e meu marido vai me carregar no colo.
Beijos.

Tarde na roça

Então aquele vazio de fim de tarde.
Solidão.
Antes do sol se por, eu ainda não terei energia suficiente para agir.
Não sou do dia.
Tenho pique à tardinha e à noite.
Adoro os começos das manhãs, mas qd o sol esquenta minha cidade torra e não dá chance prá gente começar a fazer algo.
Adoro o fim da tarde, apesar de ser deprimente.
Mas gosto muuuuuuuuito mais no outono, qd as sombras são douradas.
Não faz muitos anos q notei as sombras douradas do outono, mas qd notei me deslumbrei.
Amo o outono.
Na roça, as sombras vão se alongando e dá uma vontade louca de tomar um banho e ficar sentada na varanda vendo a noite chegar.
Os pirilampos vão surgindo aos poucos e os últimos pássaros vão piando se recolher às árvores.
As crianças, cansadas, já se vão sentando perto de casa, esperando a ordem para o banho e para sentar-se à mesa.
A gente janta e sempre alguém tem algo prá fazer: jogar xadrez, costurar, bordar, fazer crochê, pintar as unhas, ver se o galinheiro está fechado, contar os porquinhos, ir até a porteira e alongar o olhar, checar se o carro foi trancado, se a vaca preferida ainda não criou.
A noite na roça é uma maravilha. O silêncio pesa e a gente dorme muuuuuuuuuuito bem.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Açúcar

Açúcar é uma delícia, um veneno, um consolo, um baluarte, um aríete, uma sabotagem...
Como é bom!!!
Diminuí o açúcar da minha dieta na sexta à noite, e continuo firme e forte.
Somente uma banana por dia, q ela me dá o açúcar necessário, sem excesso.
Chá, suco de limão, leite (sei, tem lactose), carne, ovos, folhas.
Não sei até quando vou aguentar, mas vou.
Minha meta é 40 quilos.
Um de cada vez.
Sem cirurgia e sem medicação.
Sei também q não posso cortar todo o açúcar, mas fico com o natural, o q me vem das frutas q consumo.
No mais, vou tentar eliminar os três inimigos brancos:
açúca, farinha e sal.
Vamo nessa, q é bom à bessa!!!
Beijos.

domingo, 21 de novembro de 2010

filho único

Tenho um amigo q, apesar de filho único (filhos únicos têm, incontestavelmente, milhares de defeitos perceptíveis pelos filhos não-únicos) não é tão melindroso como a maioria q eu conheço.
Estuda prá caramba, viaja sozinho, não fala papai, trabalha muuuuuuuuuito, já fez 3 faculdades, lê muuuuuuuuuuuito, é arrojado, inteligente, lê dois jornais por dia, todo dia, come de tudo, não cai em lorotas de mulheres "espertas" e não é chato.
Pois é. Difícil achar um filho único assim.
Ele, se for homem, é difícil.
Não come carne moída, não come ovo mexido, não come arroz integral, só come panetone com chocolate (as frutinhas dão dor de barriga no menininho...), não almoça se não tiver refri na mesa, a mamãe tira férias na formatura do prezinho, nessa formatura vem até a titia da capital, aquela q já ofendeu o papai, por isso não se senta com a família... A vovó não vai, porque está esgotada de ter preparado a festa da formatura, lógico q com os pratos preferidos do netinho q só come se a vovó temperar com aquela cebolinha q nasceu bem no centro da jardineira...
Durante uma palestra de psiquiatria na facul, o médico disse q o único remédio para uma das mães q confessou ter um filho único assim era "ir rápido prá casa e tentar fazer outro, antes q os estragos fossem irreversíveis..."
Parece brincadeira, mas não é.
Se vc tem somente um filho, vá fazer outro ainda hoje, q ainda dá tempo.
Não deixe seu unicozinho ser um peso para o planeta.
Melhor ter dez q saibam dividir e conviver q somente um cheio de nove horas e frescuras.
Um viado a menos.
Beijos a quem amo.