MÃE!!!

MÃE!!!
Ela era uma Rosa

A vida não pára!

Paciência

Lenine

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não...

Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para...

A vida não para...

http://www.youtube.com/watch?v=sXmWAOIWg3w


















Páginas

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A gaveta da minha mãe

Hoje, meu último dia de férias, fui desocupar o armário da minha mãe.
Havia uma gaveta somente com fac-similes recebidos dos filhos e netos.
"Feliz dia das mães. A gente não foi porque está cansada, não dá prá fazer uma viagem dessa num dia e voltar no outro. Logo a gente vai." "Feliz Natal. Nesse ano não vamos, mas no próximo estaremos aí. Se cuida, tá?" "Feliz aniversário! Não pudemos ir, mas queremos q vc coma o nosso pedaço de bolo. No próximo ano iremos, tá bom?" "Feliz aniversário (dois anos depois). Não pudemos ir, o bebê nasceu, mas logo a gente vai." "Feliz dia das mães. A gente não pode ir de novo, porque... a tia do amigo da vizinha da minha sogra está gripada, e a gente vai lá fazer uma visitinha." "Feliz Natal. Vai ficar por aí? Nós vamos pra Bahia, mas logo voltaremos. Se cuida." "Feliz aniversário. O vô do panda do zoo de Varginha está com dor de barriga, então não vamos."
Assim foi a vida dela.
E ela sempre a esperar.
Eu às vezes me ofendia, porque nunca havia algo prá mim. Espere. Espere. Até q meu tempo passou. Eu também me fui, cansei de esperar. Ela ficou sozinha, porque eu também havia desistido de retira la do ponto de espera. Vieram poucas vezes. Depois q meu pai morreu, aumentaram as visitas, mas nunca no ritmo em q ela queria ou esperava. Até q ela acreditou q viriam ao menos uma vez por mês.
Contava os dias, a minha mãe.
Sabia direitinho quantos dias faltavam pra suposta visita.
E fazia mil preparativos, cada vez menos com o passar dos dias.
Os olhos brilhavam ainda, nos últimos dias.
Olhos claros, meio verdes, meio azeitonados, mas brilhantes.
Olhos lindos, os da minha mãe.
Inocentes e profundos.
Prá quem passou tantas dificuldades, trabalhou desde os oito anos, venceu na vida, foi professora, criou filhos, escreveu e ouviu estrelas, os olhos ainda brilhavam bastante.

Papa anjo dois

Lógico q a papa anjo não paga as próprias contas.
Se caçou um besta prá lhe desencalhar, porque não continuar a explorá-lo?
Arrumar um emprego melhor, passar num concurso, estudar?
Nem pensar.
Ela continua mandando a ex sogra dar recados, pois sabe q o filho pelo menos a ouve.
Mas nem sempre. Isso ela não sabe ainda.
Vai aprender, mais dia, menos dia.
E vai se fazer de brasileira coitadinha, porque o anjo foi embora.
Vai ter q papar outro, se quiser continuar na vidinha de exploração q lhe cai tão bem...
Só q anjos são cada vez mais raros. A não ser q queira papar um mais novo q o próprio filho.
Aí, sim, vai mascar o anjo.
E vai ficar mais famosa ainda.
Data venia, q se f...

Brasileiro é, em geral, coitadinho

Pois é. Se odeio coitadinhos, odeio brasileiros.
A cada dez, oito não reagem nem a um bom pontapé de uma bota número 42 com biqueira de aço.
A carta ao Garcia nuuuuuuuuunca vai ser entregue.
O brasileiro dá um jeitinho prá viver de seguro desemprego, trabalha seis meses por ano, os outros seis meses ele vive pendurado no dinheiro público; se trabalha por dia, vai ao labor somente até fazer a féria q dê para a semana, depois é só boteco.
Bebe, livra o pescoço do laço, bebe de novo, desrespeita as pessoas a seu redor, ofende a esposa, é grosseiro com os filhos, com os colegas de trabalho, todo mundo quer ver seu fracasso, ninguém ajuda, só quer q ele se f...
Brasileiro é, em geral, procurador de culpados para os próprios males.
Tudo é difícil.
Mandar currículo é difícil, porque as pessoas não lêem. Bater às portas é difícil porque o empregador vê sua figura e não te atende. Procurar pela internet é difícil porque tem q ficar frente ao computador. Conversar com os amigos é difícil porque ninguém gosta de procurar emprego para outro. Fazer um curso profissionalizante noturno é difícil porque já tá tãooooooooo cansado do dia vendo tv...
Fazer um curso on line é difícil porque eles marcam prazo prá entregar os trabalhos...
Fazer um curso por correspondência é difícil porque tem q mandar as provas pro instituto corrigir...
Bem, se houver um fim na lista de desculpas, ele inventa mais.
Brasileiro coitadinho é pleonasmo.
E haja neologismo prá justificar tanta incapacidade, tanta falta de vontade...
Paciência...
Data venia, q se f...

Eu odeio coitadinhos...

Pois é. Detesto os coitadinhos cheios de pena de si, achando q todos são culpados pelos fracassos deles...
Todo mundo conhece algum.
É o quarentão q não terminou nenhum dos quatro cursos q começou porque... Bem, da primeira vez a mulher estava barriguda, segundo as palavras dele, e não pode continuar o curso q faziam juntos. Para ser solidário, ele tb parou. Da segunda, precisou comprar um carrinho prá levar a mulher e a sogra passear. Comprou um Dodge Polara marrom, q foi à Aparecida do Norte 243 vezes, sabe-se lá fazer o q. Pagar promessa de papa anjo, acho. Da terceira, ele não foi mais porque precisou faltar uma semana, justo a semana de provas, porque o filhinho de nove anos estava com rinite alérgica. Aí, bem, já tinha perdido as provas, mesmo, e ele não foi mais. De todas essas vezes ele perdeu os anos feitos porque demorou mais de três anos prá retornar, e não fez força alguma prá retornar antes disso.
Na quarta vez, começou, ameaçou parar, viu q todos os seus amigos já estavam com profissão definida e emprego bom... mas não quis desistir dos sábados vagabundeando pelos butecos da cidade nem dos domingos dormindo o dia inteiro, e desistiu do curso, porque tinha muita coisa prá ler.
Aí, lógico, esse coitadinho não consegue passar num bom concurso.
Também, vc é quem teve sorte, tem um emprego bom, teve a sorte de passar num bom concurso, tem um carro melhor q o dele... O coitadinho não vê seus finais de semana inteiros dentro de casa, o adeus à diversão, à cerveja, aos amigos desqualificados...
Não vê q vc economiza cada centavo, apaga as luzes, desliga logo o chuveiro, não compra um sapato por mês, reforma as próprias roupas, não anda de carro para ir trabalhar, não lava o quintal todo dia, não gasta em lanches nos locais badalados da cidade, não toma refrigerante todo dia...
Nossa, a lista do q vc faz prá melhorar de vida é infindável.
Só o coitadinho não tem tempo prá nada, nem prá ler um folheto de orientação de vacinas para cães.
Desse jeito não dá!!!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Briga de família

Por ironia do destino, a gente se afasta de pessoas das quais nunca deveria ter perdido o contato.
A gente deixa de viver alguns aspectos da vida q depois de um tempo vão fazer muuuuuuuuuuuita falta.
Assim foi com a minha mãe.
Alguns membros da família, por idiotice pura, não a visitavam.
Não é não a visitavam com frequência.
Não, simplesmente não a visitavam ponto.
Ela ficava sozinha as vezes a semana inteira. Eu, trabalhando muito e estudando à noite, aos sábados estava morta, nem queria ver a luz do sol. Aos domingos, cozinhava algo prá semana e limpava a casa.
Minha mãe vinha à minha casa de táxi, pois há muito já não aguentava a "pernada" morro acima, no calor q faz na minha cidade.
Ela vinha, desculpava-se por incomodar e desculpava-se também por não mais poder passar a roupa prá mim.
Eu não queria isso.
Prá mim, bastava q ela se lembrasse de vir me ver, enfrentasse todas as suas dificuldades por mim e aqui permanecesse, mesmo q não nos falássemos tanto. (Ela já não ouvia há uns 13 anos)...
Eu passava a roupa, ela recostava-se no sofá e ficava vendo algum jogo de futebol.
Ela não conheceu dois de seus bisnetos.
Mas uma meninazinha adorável, q nem bisneta era, mas irmã dos bisnetos, vinha vê-la, abraçava e beijava-a muito mais q os netos o faziam.
E como se entendiam, essas duas! Minha mãe e Victória.
No último dia da minha mãe, um feriado municipal, eu mostrei algumas fotos a ela, mas ela já não tinha nenhum interesse.
Talvez já estivesse se desligando, como alguém q vai viajar e sabe não haver mais tempo prá miudezas.
Ela nem se lembrava da existência de todos da família.
Em seu sepultamento, veio gente q há ano e meio não a visitava.
Não os critico.
O remorso e a dor hão de segui-los até o fim da vida.
Ela não viu suas lágrimas. Não ganhou o último presente. Não conheceu os bisnetos.
Mas mãe, essa gente toda vai remoer a culpa até os últimos dias, mesmo q vc não queira assim.
E eu vou achar q a justiça foi feita.
Paciência.
Todos nós devemos ser capazes de aguentar as consequências de nossos atos.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Emagrecendo...

Tá bom, mas eu tb preciso comer algo q me "encha".
Não aguento ficar só no iogurte, no leite desnatado, ovo, queijo...
Sem contar q me propus não comer carne por esses dias.
Ah, aí já é demais.
Sem refri, cerveja, pão, macarrão, arroz, feijão, bolachas, biscoitos, doces etc etc etc...
Não há tatu q aguente.
Mas eu quero muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito sair dos 3 dígitos.
Nem grávida de um bebê de 4 quilos, aos 9 meses, eu pesei tudo isso.
Mas reconheço também q nunca tive um período de vida tão difícil.
Perdi minha irmã. Foi qd desembestei a engordar.
2 anos depois, há um mês, minha mãe.
Gente, eu fiquei completamente órfã!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Só quem já perdeu sabe.
Como vou encontrar coisas prazerosas prá fazer, além de comer?
Nada me dá prazer.
O q me dá um pouco de tranquilidade é estar com meu marido, vendo um filme q não exibe muita concentração, deitados na sala, com o ventilador ligado.
Meus meninos estão com o pai.
Minhas meninas estudam e moram fora, Graças a Deus, q ninguém merece essa minha cidade.
Minha cachorra e nossa gata nos acompanham por toda a casa, e minha cachorra sabe lidar comigo.
Faz uma companhia silenciosa e presente.
Mas eu quero, eu posso, eu consigo.
Vou conseguir e meu marido vai me carregar no colo.
Beijos.

Tarde na roça

Então aquele vazio de fim de tarde.
Solidão.
Antes do sol se por, eu ainda não terei energia suficiente para agir.
Não sou do dia.
Tenho pique à tardinha e à noite.
Adoro os começos das manhãs, mas qd o sol esquenta minha cidade torra e não dá chance prá gente começar a fazer algo.
Adoro o fim da tarde, apesar de ser deprimente.
Mas gosto muuuuuuuuito mais no outono, qd as sombras são douradas.
Não faz muitos anos q notei as sombras douradas do outono, mas qd notei me deslumbrei.
Amo o outono.
Na roça, as sombras vão se alongando e dá uma vontade louca de tomar um banho e ficar sentada na varanda vendo a noite chegar.
Os pirilampos vão surgindo aos poucos e os últimos pássaros vão piando se recolher às árvores.
As crianças, cansadas, já se vão sentando perto de casa, esperando a ordem para o banho e para sentar-se à mesa.
A gente janta e sempre alguém tem algo prá fazer: jogar xadrez, costurar, bordar, fazer crochê, pintar as unhas, ver se o galinheiro está fechado, contar os porquinhos, ir até a porteira e alongar o olhar, checar se o carro foi trancado, se a vaca preferida ainda não criou.
A noite na roça é uma maravilha. O silêncio pesa e a gente dorme muuuuuuuuuuito bem.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Açúcar

Açúcar é uma delícia, um veneno, um consolo, um baluarte, um aríete, uma sabotagem...
Como é bom!!!
Diminuí o açúcar da minha dieta na sexta à noite, e continuo firme e forte.
Somente uma banana por dia, q ela me dá o açúcar necessário, sem excesso.
Chá, suco de limão, leite (sei, tem lactose), carne, ovos, folhas.
Não sei até quando vou aguentar, mas vou.
Minha meta é 40 quilos.
Um de cada vez.
Sem cirurgia e sem medicação.
Sei também q não posso cortar todo o açúcar, mas fico com o natural, o q me vem das frutas q consumo.
No mais, vou tentar eliminar os três inimigos brancos:
açúca, farinha e sal.
Vamo nessa, q é bom à bessa!!!
Beijos.

domingo, 21 de novembro de 2010

filho único

Tenho um amigo q, apesar de filho único (filhos únicos têm, incontestavelmente, milhares de defeitos perceptíveis pelos filhos não-únicos) não é tão melindroso como a maioria q eu conheço.
Estuda prá caramba, viaja sozinho, não fala papai, trabalha muuuuuuuuuito, já fez 3 faculdades, lê muuuuuuuuuuuito, é arrojado, inteligente, lê dois jornais por dia, todo dia, come de tudo, não cai em lorotas de mulheres "espertas" e não é chato.
Pois é. Difícil achar um filho único assim.
Ele, se for homem, é difícil.
Não come carne moída, não come ovo mexido, não come arroz integral, só come panetone com chocolate (as frutinhas dão dor de barriga no menininho...), não almoça se não tiver refri na mesa, a mamãe tira férias na formatura do prezinho, nessa formatura vem até a titia da capital, aquela q já ofendeu o papai, por isso não se senta com a família... A vovó não vai, porque está esgotada de ter preparado a festa da formatura, lógico q com os pratos preferidos do netinho q só come se a vovó temperar com aquela cebolinha q nasceu bem no centro da jardineira...
Durante uma palestra de psiquiatria na facul, o médico disse q o único remédio para uma das mães q confessou ter um filho único assim era "ir rápido prá casa e tentar fazer outro, antes q os estragos fossem irreversíveis..."
Parece brincadeira, mas não é.
Se vc tem somente um filho, vá fazer outro ainda hoje, q ainda dá tempo.
Não deixe seu unicozinho ser um peso para o planeta.
Melhor ter dez q saibam dividir e conviver q somente um cheio de nove horas e frescuras.
Um viado a menos.
Beijos a quem amo.

O q é q vc vai fazer domingo à tarde?

Preciso mudar de emprego. Então, vou estudar.
Foi a resposta mais inteligente q já ouvi.
Minha amiga realmente quer melhorar a vida dela.
Não se põe a chorar ou a se lamentar.
Não, ela compra livros específicos e os devora.
Vai conseguir, com certeza. Amanhã terminamos a faculdade e, mais q nunca, ela vai estudar.
Mais do q já estuda durante os intervalos, durante a troca de professores, durante a viagem de hora e meia até Araraquara, durante os finais de semana em q agradece a Deus o fato do namorado ter q trabalhar prá q ela possa estudar, mais do q já vi alguém estudando.
Como ela, só minha filha mais velha.
Noooossa, aos finais de semana varava a noite estudando, dormia um pouco e estudava o resto do dia.
Também, passou no vestibular sem cursinho, na faculdade q escolheu, no curso que quis.
Sem maiores sofrimentos.
Graças a Deus tenho filhos assim e amigos assim.
Acho q também vou estudar domingo à tarde.
Quero um cargo melhor no meu emprego.
Quero fazer coisas, fazer meu sítio produzir e "tocar-se" sozinho, quero ter uma casa linda, arrumada, cheirosa, agradável, acolhedora...
Vou estudar.
Vou imitar as coisas boas q meus amigos fazem.
Beijos.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

EU FALO PALAVRÕES?????????????????????????????

PALAVRÕES TAMBÉM SÃO IMPORTANTES



Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua.
Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará >plenamente um dia. Sem que isso signifique a "vulgarização" do >idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.
"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!", assim >como o "Absolutamente Não" já soam sem nenhuma credibilidade. O "Nem odendo" é irretorquível, e liquida o assunto.,Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida.
Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo Marquinhos, presta atenção, filho querido,"NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Caetano Veloso.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional.
Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba. Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua Maravilhosa e enforcadora derivação "vai tomar no meio do seu cu!"?.
Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável!, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no meio do seu cu!".
Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima.
Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação?
Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!".
Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala.
Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?
O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho (a)mesmo? Então foda-se!".
O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição >Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e Foda-se!

(Luís Fernando Veríssimo)

Visões

"Faz tempo q eu preciso contar isso prá alguém.
Hoje aconteceu de novo.
Pelo canto do meu olho esquerdo eu a vi novamente.
Toda de branco, rápida, passando por mim.
Não me disse nada, mas eu sei q me segue.
Está pronta prá conversar comigo, mas eu ainda não estou pronta prá fazer o mesmo por ela.
Ouço seus ruídos, e temo a solidão, porque é quando ela se chega.
Não sei o q ela quer. Se não quer nada, porque a insistência?
Se quer algo, porque não escreve, ou não me deixa um sinal?
Preciso tomar alguma providência.
Talvez a dor de cabeça q eu tenha depois q isso acontece seja a minha resistência...
Vou fazer algo ainda hoje..."

É feito de pedras o chão de minha terra - ROSA DELBONI RODEGUERO

Chão vermelho q um dia pisei sem saber o q era
pisei e senti sob meus pés as pedrinhas q te formam e te consagram
chão q firmou meus passos indecisos em busca do ideal
chão q acalentou meu andar vacilante
à procura de alguém q me compreendesse
e palmilhasse o mesmo chão sem sentir q
é feito de pedras o chão de minha terra...

Chão q viu sementes produzirem.
Viu florestas bravias desvastadas e correrem amedrontados os animais selvagens.
Viu vidas chegarem, formarem gerações
Gerações q se foram e sobre ti deixaram as pegadas do destino.
Chão batido e trilhado q em busca do progresso
te alastraram seguidos por milhares q sentaram e te ergueram, sem importar q
é feito de pedras o chão de minha terra...

Chão q viu feridos os pés nas pedras soltas da passagem
Cada uma trazendo uma mensagem de amor, de luta, de glória, de conquista, da certeza em busca de vitória.
Chão q resiste, q persiste, q insiste, q existe porque
é feito de pedras o chão de minha terra...

Chão de minha terra, quanta coisa tu viste e sentiste
Dores, tristezas, árvores desfolhadas, caídas, encostadas no caminho.
chão q presenciou tragédias e lágrimas
angústias q sobre ti se deram e se exaltaram
tragédias conquistadas vaidosamente, q desenrolaram e a ti mancharam de um vermelho diferente do teu chão q
é feito de pedras, o chão de minha terra...

Chão conquistado à força de heroísmo
chão pisado, massacrado pelo fogo trepitante
chão sofrido, chorado, humilhado, chão sentido
nos teus sulcos dormem sonhos e castelos.
Nos teus vales jazem sombras inertes de ansiedades,
vultos de passagens q se foram e te deixaram na verdade e na fé porque
é feito de pedras, o chão de minha terra...

Chão prodigioso, regado com o suor da abundância
q te farta, q te nutre, te sacia de útil e precioso.
E joga pasadas, compassadas, a vida inteira.
Chão q cresce e abastece as gerações q te pisam e te repisam num vai e vem laborioso.
Que te constroem e te tornam famoso sem saber q
é feito de pedras o chão de minha terra...

Chão vermelho, regado pelo céu, e se multiplica aos milhões em verdes ondulantes pelas encostas.
Chão formoso regado com as preces ao Senhor
Abençoado pela mão do Criador
sobre pedra em q acentou tua fé.
E na tua imensa seara o trabalho é abundante
q ampara o velho e abriga o infante.
Chão de alicerce, porque
é feito de pedras, o chão de minha terra...

Chão secular de passados desfolhados,
esperanças q se foram, árvores q tombaram
com o tempo q passou e arrastou.
Chão secular, de presente real e primavera eterna no coração da mocidade
que te pisa, do pedestal da vida, caminhando e sentindo q
é feito de pedras o chão de minha terra...

Chão secular de sonhos no futuro q chega,
q entra, q tem vida, q tem alma.
Que sente a firmeza no andar jovem e risonho
e anseia pelo ideal de te manter firme.
Chão q viu alegrias e tristezas, risos e dores, paz e guerra, mentiras e verdades.
Chão de minha terra q reinou, reina e reinará pelos séculos dos séculos, porque
é feito de pedras o chão de minha terra...

Férias

Nossa! Uns dias antes de sair do trabalho, eu estava achando q férias era O PERÍODO!!! DEZ DIAS SÓ PRÁ MIM!!!
Pois bem. Já estou no 4° dia e não fiz quase nada.
Limpei meu quarto, minha sala, fui ao banco (perdi uma tarde inteira...), fiz duas provas na facul, respondi meus e mails...
Nem passeei com minhas cachorras ainda. Não fiz outras coisas urgentes q queria fazer...
E já estou planejando o q vou fazer nas férias de 2011.
Isso é loucura...
Ou é só dificuldade de viver o hoje?
Vou reler dois livros: Pai rico, pai Pobre e Mulher segura.com. Esta, com 102 quilos a menos, sem plástica nem medicação.
Preciso me inspirar...
Beijos.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Então eu achei uma foto do meu amor... De novo...

Lógico q eu achei a foto do meu amor.
Eu a guardei.
Com os cabelos lindos, lindos.
Estão (as pessoas, não os cabelos) juntas na praia.
As crianças e ela.
Biquini roxo, que era a cor q um deles mais gostava.
Riviera de São Lourenço.
Nós visitávamos esse lugar quando ainda era inexplorado.
Corríamos pelas pedras q avançavam para o mar, fotografávamos orquídeas (epífetas, lógico, não parasitas, parvo...), tomávamos sorvete no palito e nos cobríamos de areia.
Hoje, Riviera de São Lourenço tem casas de um milhão de dólares.
Piscina na sala de jantar e no jardim.
Escadas de puro mármore de Carrara.
Acreditem se quiser. Prá mim não faz diferença.
Torneiras de ouro.
Mas eu preferia o tempo em que a Riviera era uma praia distante, "prá lá do Sesc", deserta, cheia de pedras e de areia molhada, pesada.
Tempo em q tirávamos fotos com toda a família reunida.
Não havia falhas nas fotos. Não faltava ninguém.
Então eu achei uma foto do meu amor. Dos meus amores. Quatro. Lindos, saudáveis, felizes, ao redor da minha irmã. Ela, sim, de biquini roxo. Pequeno, que mesmo com quatro filhos e três netos ela não ficou deformada. Nem "sobrenta".
Meus amados. Meus pedaços. Meus filhos queridos. Meus pedacinhos conquistando o espaço das águias.
Voem, filhos, que eu os criei condores. Conquistem o espaço, que ele é de vocês.
Voem, e não deixem nunca que alguém aparem suas asas.
Beijos, amados.
Mamãe.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Libra, novembro.

Libra, sucesso no trabalho.
Não se incomode com bisbilhotices.
Guloseimas não te farão mal nesse mês.
Abuse das frutas.
Modere a ingestão de leite.
Se for sem lactose, pode.
Guarde uns dinheiros pro final do ano.
Desconfie de muito agrado por parte de um amigo
que está sempre por perto e nunca foi muito efusivo.
Procure um pobre de Deus e faça duas boas ações.
Retire todo o lixo do seu caminho nesse final de semana.
Ame quem te ama.
Distribua sorrisos. O mundo agradece.
Cor: verde abacate. Pedra: ônix. Número: 22.

MÃE!!!

"De repente, não mais que de repente..."
Meu amor, o que vc não queria aconteceu...
E eu soube que era ela que não estaria mais aí...
Minha mãezinha se foi.
Simples assim. Parece q só acontecia com os outros, mas a minha mãe morreu.
E essa frase tão singela cai como um bloco de concreto de mil quilos sobre meu peito.
MINHA MÃE MORREU!!!
E aí parece q nada mais importa no mundo.
Eu que pensava q nunca ia ter q dizer isso...
Já tinha passado por várias grandes dores, duas realmente IMENSAS, daquelas que nem o tempo atenua.
Agora, sobre a mesa do meu pc, tenho um frasco de shampoo Colorama, regenerador, luz camomila, com extrato de camomila. Maciez mais luminosidade. Quatrocentos mls.
Comprei porque sou loura. E por acaso o frasco estava no banheiro que minha mãe usava.
Com ele eu lavava os cabelos dela todos os dias.
Esse cheiro vai ficar prá sempre dentro de mim, assim como alguém que me visita TODAS as manhãs. Dentro de mim.
O cheiro dos cabelos da minha mãe enquanto eu a banhava.
O cheiro dos cabelos da minha mãe nas fotografias.
O cheiro dos cabelos da minha mãe na cama, quando eu a beijava antes de dormir.
E quando eu chegava da facul e ela já estava dormindo, eu não ia até o quarto, prá não incomodá-la. Eu tinha muito medo de acordá-la, pois a cabeça dela podia doer, como doía quando eu era criança e assoviava dentro de casa.
O cheiro dos cabelos da minha mãe.
O cheiro do frasco de shampoo Colorama que levo às narinas toda noite, antes de me deitar ao lado de quem amo.
E a quem eu devo toda a vida que fluiu através de mim nos últimos dois meses.
Se não fosse ele, ela não teria estado tão perto de mim nos seus últimos dias.
Não teria se alimentado tão bem.
Não teria sorrido muitas vezes.
Não teria ido a Bueno de Andrada, comer as coxinhas douradas.
Não teria caminhado comigo até a linha do trem.
Não teria ido comigo tantas vezes à faculdade.
Não teria morrido perto de nós.
Não teria tido companhia até seu último dia.
Não teria passeado pelos lugares que amava.
Se não fosse ele, eu não teria sobrevivido a tanta dor.
Dor indizivel.
Incolorível.
Nem cores de Frida, nem de Almodóvar.
Zi, nem cores de Monet.
Sem cores.
Morte no vácuo, que eu fico no vácuo quando morre alguém que amo.
Mãe, nunca mais vou poder chamar vc do portão...
Minha primeira professora, literalmente falando. Ela me alfabetizou. Me educou. Me ensinou que a resposta sempre existe, e se não existe não adianta procurar.
Me ensinou que um dia, pelo cheiro de seus cabelos, eu vou reencontrá-la.
Mãe, que saudades de você...
Só me consola saber que vc encontrou meu pai e minha irmã, que já estavam te esperando.
Só me consola ser Católica Apostólica Romana e acreditar na ressurreição. Saber que um dia estarei com vocês novamente.
Beijos. Boa noite.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Filhas

AMADAS, amadas minhas.
Víctor Hugo descreve bem a adolescência. Lembram-se de "Dezesseis anos"?
Lindo capítulo para uma obra sempre atual.
Pena q naquela época as moças casavam-se muito cedo. Também, nem podiam estudar!
Hoje temos, Graças a Deus, a tecnologia, a democracia e outras ias a nosso favor. Mulheres, o mundo é nosso.
E também as fábricas, as pranchetas de engenharia, os cavaletes dos pintores, a pena dos grandes escritores. Que nos aplaudam Cecília, a Meireles, e Raquel, a de Queiroz.
E as Rosas da vida. Aquelas q escrevem bem.
De quem vocês herdaram a capacidade infinita de produzir textos magníficos.
Saibam, amadas, q tenho muito orgulho de vocês.
Por serem quem são.
Íntegras. Corretas. Bondosas. Estudiosas. Inteligentes. Donas de um coração de ouro.
Músicas. Bailarinas. Mas acima de tudo, lutadoras.
Não descansem enquanto o bem não triunfar.
Açoitem os maus q cruzarem vossos caminhos.
Esquartejam aqueles q vos tentam corromper.
Porque só os íntegros galgarão os cimos eternos.
Beijos. Sem lenço e sem documento. Para Rovanieme.
Amo vocês. Mom.

Semelhanças

Qualquer semelhança com seres vivos ou mortos não é mera coincidência. Estas não existem. Nada é obra do acaso.
Leste Agatha, aquela inglesa q criou personagens ilustres? O belga q fica irado quando confundido com um francês?
Maravilhoso este homem, detetive inteligente adorado por crianças e adolescentes igualmente inteligentes.
E se vc tem filhos q não gostam de ler, queime seu cérebro e faça com q gostem. Quem não gosta de ler demora muuuuuuuuuito mais para aprender conteúdos abstratos, e não passa em concursos.
A leitura traz à superfície conceitos do ego, tornando o super ego mais acessível.
Vê aí se teu filho lê.
Quem sabe ele começa com "Para gostar de ler"?
Depois compra prá ele um exemplar da "Torre Negra", do Stephen King. Magnífico!
Magnífica! Anima mea dominum...
Beijos, Djubinha.
Te amo.

Visitas

Tem pai q não visita o filho.
Tem suas razões.
Tem filho q não visita o pai.
Também tem suas razões.
Mas é mais fácil mudar o filho q o pai.
Este é mais velho, já apanhou muito da vida, não espere mudanças dele.
Já o filho ainda pode ser moldado. Depende dele.
Talvez ele nem queira mudar. Talvez esteja bem no patamar em q se elevou. Esquece q todos somos meros carregadores de bosta.
Come chuchu e arrota peru.
Coitado! Não tem como manter um carro e já pensa q tem um.
Não tem como manter cachorros e já arrumou 4.
Não visita o pai. Mas não esquece de ligar pedindo dinheiro. SEMPRE. Trabalhar, q é bom, não quer. Puxou à mãe, talvez. Vagal!
Vai ser corroído pelo remorso. Quando o pai dele morrer talvez ele não veja...
Tomara mesmo.
E todos aqueles q dão esses tipos de conselhos, q sejam igualmente corroídos.
Porque do lado de dentro do caixão todos somos iguais.
E se vc já teve a desventura de acompanhar vários entes queridos à sepultura, talvez entenda o q falo. A não ser q seja de uma cultura bem diferente, daquelas q não choram e nem se matam de tanto desespero. Lógico, vc é do tipo "fortão", macho, não se emociona nem se exaspera.
Paciência.
Só mesmo alguém com capacidade elástica infinita no saco escrotal para aturar vc.
Mas deixem q os mortos enterrem seus mortos. Ninguém vai voltar prá vc só porque vc se faz de difícil.
Gaste as papilas gustativas numa barra de emolientes bem ácidos.
Vai fazer bem prá vc.
Aí quem sabe vc vai entender porque falo palavrões. E porque não falo. Cada um faz o q quer. Falo quando quero e não falo quando não quero. Isso é liberdade.
A minha não depende de vc, Graças a Deus. Vamos subir ao meu nível. Veremos se vc, anônimo, conseguirá comentar meus escritos. Com sua capacidade e instrução, melhor começar a ler o Estadão...
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk