MÃE!!!
Ela era uma Rosa
A vida não pára!
Paciência
Lenine
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para...
Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...
Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...
O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não...
Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para...
A vida não para...
Páginas
sábado, 22 de maio de 2010
Aniversário do Sandro.
Que Deus te proteja sempre, onde você estiver. Que Deus te console.
Nós estaremos aqui quando você precisar, quando você quiser, mas só Ele pode te consolar da vida.
No dia dos teus anos eu sei q ela faria um bolo lindo, como fazia quando éramos crianças e a casa da vó enchia de gente alegre e festeira.
Eu sei também q ela te daria tudo o q vc precisasse, se ela pudesse, como sempre se esforçou prá fazer.
Sei também q ela te protegeria do mundo e das mágoas, se pudesse, mas ela sempre te defendeu de tudo o q ela viu q iria te atacar.
Saudades, filho querido, q agora somos nós...
Beijos. Felicidades.
Míriam, eu e os gatinhos
Devo dizer q as pessoas nos causam muuuuuuuuuuuuuuito mais problemas q os animais.
Numa rua quase deserta de um bairro "nobre" da minha cidade, ela viu uma gata linda, preta, com um filhotinho.
Pediu q eu voltasse de ré, e eu voltei.
Uma gata magérrima lambia um filhote morto.
Afastou-se de nós com medo, mas eu peguei o filhote morto, embrulhei num saco plástico e o levamos embora. Voltamos com comida prá ela, q aguardou no mesmo lugar.
Ao lado da casa em construção onde ela estava ocorria um churrasco. Nenhum filho da puta de lá deu comida prá infeliz.
Daí saiu uma mulher feia, feia, com um moleque chato, e espiculou um monte de coisas a nosso respeito. Mas fomos de pouca conversa.
Tratamos a gata e os outros três gatinhos q ela amamentava.
Amaldiçoei quem fez isso com ela, e a deixamos lá.
Não voltei mais. Não tive como.
Mas não deixo de pensar nela e nos milhares de cornos q têm animais e os deixam passando fome.
Jogam os filhotinhos na rua e não castram a mãe.
Essa gente deveria pagar caro, muito caro.
Odeio pessoas. Amo os animais.
Míriam, te adoro por vc ser como é.
Jéssica, te adoro por vc ser como é.
Odeio as pessoas mais burras q eu.
Odeio as pessoas insensíveis.
Acho q odeio a maioria...
Beijos a quem amo.
Abacaxis aos outros (algo me diz q vou consumir toda a colheita de abacaxi do mundo...)
Djubi, nunca deixo de pensar em vc e no seu amor pelos bichos.
tombo de biciclieta
Só q a linda aqui não sabia q tava quebrada.
Dei o arranque e me esparramei no meio da rua da minha casa.
Ainda bem q não tinha ninguém, fazia um pouco de frio e não havia ninguém na minha casa também, só eu e minha mãe, mas ela estava varrendo a calçada e não escuta nada.
E eu também me mantive bem quietinha.
Ralei os joelhos e as palmas das mãos.
Minha bicicleta está laaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa no fundo, eu preciso traze-la prá frente e encher os pneus.
Depois vou passear...
Beijos. Abacaxis.
domingo, 9 de maio de 2010
Dia das mães
Só hoje? Porque dia das mães é todo dia, todo dia em q elas estão dando à luz, na maternidade, em casa, no campo, no mato, na beira do Araguaia. Todo dia em q uma mulher morre no parto é dia das mães. Todo dia em q uma mulher morre defendendo a família ou lutando por ela é dia das mães.
Mas a gente só lembra das mães qd se vê em situações diferentes. No dia a dia a gente só sente q ela está aí. Se fizer falta, será um Deus nos acuda, a casa cai e o mundo desaba, nos falta o chão.
Quem não a tem mais q me desminta...
Mãe, mulher, madrasta, boadastra, companheira, esposa, amásia, irmã... Filha, neta, tia, avó, vizinha...
Mulher é mulher. Mãe é outra coisa. Muita mulher q nada tem de feminino é uma mãezona q desbanca qualquer comentário.
Aquela infeliz q mora na calçada da Avenida Paulista, de quem o MP tirou os filhos também comemora hoje o dia das mães.
O MP deveria derrubar um sistema q permite q isso aconteça com uma mãe e seus filhos. Não importa q ela teve um ou dois filhos de cada pai, de mil pais diferentes. Não importa. Os filhos são da mãe, maldita hora em q inventaram o exame de DNA. Sempre foram das mães, não há como negar.
Nas noites frias vou me lembrar daquela mulher amamentando o filho na calçada, no cair da noite, e vou rezar por ela. Se eu estivesse mais perto, daria outro tipo de apoio. Mas de tão longe, posso pedir ao meu anjo da guarda q a visite.
Não votei em nenhum candidato comprovadamente corrupto, mas minhas opções então diminuiram consideravelmente. E não votei no governo q aí está, nem em outro q subiu ao poder. Votei no não eleito, porque esse era o menos provável. Não quero contribuir com quem põe essa gente no comando.
Governos desnecessários, colocados no cimo prá poder roubar mais. E deixar mães e filhos desamparados, filhos doados, roubados, partidos, mutilados, mães mutiladas.
Não quero nenhum governo pondo a mão em filho meu. Não ajudaram a criar, não vêm meter o bedelho.
Então, feliz dia das mães a todas as mulheres, mães ou não, porque toda mulher é mãe de todo filho, e todo filho o é de toda mulher. Mães q protejam suas filhas, q o mundo as está espreitando. Prá fazer delas massa de manobra.
Feliz dia das mães às mães q perderam um filho, q talvez sejam maioria. Feliz dia prá vocês, hoje e sempre, se é q é possível ter um dia feliz depois q se perde um filho...
Mas q o meu desejo diminua a dor de o ter perdido.
Feliz dia das mães, mãe...
Beijos. Abacaxis.
sábado, 8 de maio de 2010
Garota para sempre
E seremos garotos para sempre, porque os sonhos é q nos fazem novos, e sonhos morrem se não forem realizados.
Serei garota para sempre nas risadas, no apoio e lealdade aos amigos, na vida q eu doo ao q acredito, pois sei q é melhor morrer por um ideal q viver sem nenhum, na tristeza de saber q nem sempre vou poder andar de bicicleta, nem sempre vou poder brincar no riacho e pescar de peneira, nem sempre vou poder trepar na goiabeira e trancar os dentes na goiaba suculenta mais gostosa do pé...
Ser jovem para sempre é ter planos, e eu os tenho aos montes. Posso partilhá-los, vivê-los, realizá-los, escrever sobre, e eles nem murcham.
Posso viver deles, e viver com planos é o melhor modo de viver.
Ser jovem é sonhar e ter planos.
Conheço muito velho de 12 anos. E alguns jovens de 88. Porque a vida é cruel e, mesmo jovem, a morte nos leva.
Mas Girl Forever é um estilo de vida, embora não seja uma aparência. Não quero parecer garotinha aos 40, mas nem derrotada em época alguma.
Derrotada nunca.
Porque sempre vou me levantar e recomeçar a caminhada. Mesmo mais empoeirada, mesmo machucada, mesmo triste, mesmo cansada...
Estaremos lá, na plataforma de chegada, prá abraçarmos os amigos q continuaram jovens como nós...
Os pais mais espertos sabem q não é bem assim.
Os mais bobinhos colocam a culpa nos filhos e os castigam.
Aí alguém diz q tem q levar o filho ao médico.
Diagnóstico: hiperatividade.
O coitado toma ritalina e fica bobinho igual aos pais, ou igual aos professores.
Ninguém pensou em dar uma aula mais interessante, em contar uma história improvisada, usando as palavras q as crianças forem sugerindo e mostrando a elas q na história delas elas podem TUDO.
Porque só na redação delas elas podem TUDO.
Os professores não entendem isso e ficam querendo q chapéuzinho sempre seja vermelho e a vovó sempre more no fim do mundo, numa floresta q nem existe mais, foi toda cortada pela moto-serra de um lenhador filho da puta ou de um canavieiro idem.
Cada vez mais teremos alunos medíocres se os professores não se tornarem melhores.
E q nenhum se ofenda.
Eu já fui professora muito tempo, minha mãe foi professora muuuuuuuuuuuuito mais e eu sei do q falo.
Posso ir até sua escola dar uma palestra de motivação, de superação, de interação, de integração aluno/professor.
Seria inovador e ambos ganhariam. Pense.
Se o aluno não aprende, a culpa não é dele. É sua, professor. Motive-o.
Invente. Faça diferente. Crie. Deixe-o criar. Ele não merece sua falta de interesse.
Deixe q seu aluno encontre o caminho dele. Acredite no potencial dele. Não deixe q sua inanição destrua seus alunos. Se vc não gosta de lecionar, vá aprender outra coisa. Mas não culpe as crianças.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Se eu soubesse...
Não lembro quem canta isso, mas hoje me veio de repente essa música.
E se eu soubesse q iria ficar sem ela, não teria desgrudado dela um dia sequer em minha triste vida.
Viveria ao lado dela como uma escrava, se ela o permitisse.
Como agora não posso mais vê-la, quando a lembrança vem mais forte eu choro. E choro muito. De saudades. De tristeza pelo tempo, q foi tão rápido, tão cruel. De vontade de estar com ela, de aliviar-lhe as dores. De fazer a vida dela mais fácil do q foi.
Saudades de tudo o q ela foi prá mim, a vida inteira, do riso, do otimismo, da simples presença, nem q fosse cochilando no sofá.
Zi, amada, saudades. Tanta, q me sufoca. Se eu soubesse q o tempo ia ser tão pouco, jamais teria me separado de você. Largaria a minha vida prá viver a sua. Prá estarmos juntas...
Sempre vou te amar, irmã adorada, ídolo eterno, inteligência máxima, doação total...
domingo, 11 de abril de 2010
o segundo segredo
Mesmo porque esse já está no terceiro.
E ninguém consegue dizer qual é o terceiro, com segurança.
Arriscam, mas não dão certeza.
O meu segundo segredo é guardar o dinheiro q vc gasta com as pequenas coisas.
Isso é muito importante.
O dinheiro da bala, do cigarro, da água de garrafa, do café q vc toma na hora em q não sabe o q fazer, da revista idiota q vc compra só porque gostou da capa, do curso q vc faz sem querer e sem aproveitar, da roupa q vc compra só porque achou barata.
O dinheiro das pequenas coisas faz o dinheiro das grandes coisas.
Se vc guardá-lo, com certeza terá uma boa quantia ao final de certo tempo. Marque na agenda e some cada tostão q vc gasta à toa.
Verá se tenho ou não razão.
E fique atento. Logo eu chegarei nos dez segredos para ganhar/ter/conseguir um milhão de dólares.
Duvida?
Beijos a quem amo.
Domingo à noite
Vem de manso, mas com a convicção de quem chega prá passar um bom tempo. Talvez meu peito seja o lugar de lazer dela.
O lugar onde ela se livra das coisas entediantes da existência dela.
Pode? Aí vem e faz morada no meu peito. Q já está cansado de tanta pancada. Porque ela chega já pregando os quadros na parede, colocando cabides, móveis, armários presos por parafusos passantes, e vai colocando sua bagagem toda arrumada, como quando a gente muda de casa e só consegue se sentir "morando" depois de pendurar os quadros de q mais gosta.
Ela vem e resolve fazer morada eterna por aqui.
Não adianta eu perceber q ela está vindo e tentar espanar o pó q ela deixou da última vez.
Não adianta eu colocar figuras das quais ela não goste à vista, nem colocar ramos verdes para onde os pássaros resolvam vir quando estão alegres.
Ela chega e espalha aquele fino pó de quem se sabe dona do lugar.
Isso é o pior.
Ela sabe q pode ficar à vontade. E vai ficando, como aquele viajante q se descobre abrigado e aquecido depois de vagar por muito tempo dentro da noite de chuva.
Aí não tem jeito.
A luta é desigual e já perdida.
Preciso esperar q ela se canse e procure outro lugar.
E como demora! Precisam acontecer festas e festas no meu peito, e isso é uma tarefa hercúlea para mim.
Não tenho vontade de festejar todos os dias. É tão raro eu ter vontade de fazer uma festa, q quando tenho q espantá-la meu esforço é muito mais q humano. Eu me esgoto, me exauro, rio por força vinda não sei de onde, rio por necessidade, e busco desesperada alguém q me entenda e não fique me dizendo q preciso ter força de vontade ou tomar uma atitude.
Força de vontade?
Eu te dou minhas dores, minha tristeza e depois você me diz se você tem a força de vontade suficiente.
Se tiver, vc me ensina. Aprenderei com prazer.
Se dá certo prá vc, por que não dará prá mim?
Beijos a quem amo.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Bebel
Hoje Bebel está em casa há mais de dois anos, uma cadela linda, alérgica a picada de pulga.
É.
E só obedece à minha filha. Sai com a gente, mas é uma loucura.
Corre, sobe onde pode, corre atrás de todo mundo. Imagina aquela cadelona, quase um metro, correndo atrás de uma mulher cheia de fricotes. É um pânico e um concurso de gargalhadas.
Por que Bebel é mansa como ninguém, e basta minha filha levantar um dedo e ela se senta e começa a abanar aquele rabo imenso, peludo, lindo, de duas cores.
E minha filha só diz: "Espera". Ela fica sentada o tempo q for preciso, até segunda ordem. Só q ninguém imagina isso.
E Bebel segue rainha do quintal.
Fica escondida na casinha, à espreita dos outros cachorros se aproximarem das vasilhas de comida. Voa sobre eles, latindo muito. Voa até penas.
Á tardinha meu filho mais novo passeia com ela. Ele é muito corajoso, sair assim com a Bebel, imensa, feliz, desobediente a ele. Mas ele vai. E consegue voltar. Graças a Deus.
Bebel é um presente q minha Filha trouxe do Cuballet, além de todas as experiências inesquecíveis q teve por lá. Dançou com a maior bailarina de Cuba, apresentou-se com o grupo, foi a causa de muitas lágrimas na platéia.
Filha querida, meu orgulho, agora está na Universidade Federal de São Carlos.
Saudades imensas.
Sua Bebel está bem cuidada, viu?
domingo, 14 de março de 2010
corte e costura
Na sexta à tarde a professora me dispensou. Ia viajar. E eu fiquei muitíssimo triste, porque esperei por esse sábado por muitos anos... Sem nem saber se um dia ele chegaria. Aí minha aula foi por água abaixo. Ela disse q me liga quando puder me ensinar. Porque eu não acredito q vá ligar?
E eu queria fazer uma camisete linda prá mim, com a parte dos botões em cetim também branco, e uma manguinha pouco bufante, porque estou acima do peso.
Ia ser a primeira de muitas, q quero logo fazer um monte de roupa prá mim.
Tenho uma colega q tem muuuuuuuuuuuitos vestidos, cada dia vai com um, e eu morro de inveja boa. Ela sabe q é inveja boa, não a quero mal, só queria ter também o q ela tem. Eu a acho muito bonita, quero q ela tenha cada vez mais, quero q ela suba muito na vida, mas eu também queria ter o corpinho dela e as roupas lindas e magníficas q ela ostenta.
Porque quando criança eu sempre quis uma mãe costureira.
Minha prima tinha mãe costureira, mas não tinha uma mãe q dirigia. E ela queria uma mãe q tivesse um carro. Eu tinha essa mãe. A gente queria a mãe trocada, mas eu nunca queria q minha mãe fosse a mãe dela.
Eu queria a minha mãe mesmo, mas queria q ela soubesse costurar. Minha madrinha, a Ana, costurava um monte prá mim, até calcinhas fazia, naqueles longínquos anos em q não achávamos calcinhas de malha prá comprar...
E minha professora desmarcou a minha aula... Será q eu aprendo sozinha? Será q acho na net alguém q se disponha a me ensinar à distância? Q pena q não deu certo...
Queria tanto ter feito a minha blusa de laise... Branca.
Como a roupa da minha primeira comunhão... Acho q laise mexe muito com minha infância. Talvez por isso eu tenho comprado esse tecido. Mas não vou desistir. Se não for essa, eu arrumo outro jeito de aprender.
Nem q for sozinha, chorando na cozinha. Mas eu vou costurar.
Beijos.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
entre tapas e beijos
Uns quilinhos a mais, uns a menos... Vamos na luta incansável por um corpo q seja apresentável... rsrsrsrs
Que possa entrar e sair de um vestido maravihoso sem entalar e sem causar risos.
Vamos nos encaixando no molde q fizemos prá nós, aparando arestas, minimizando rusgas e rugas, rixas e rinhas, corroendo beiradas e roendo cantos...
Cada verso, uma poesia.
Blogs amigos ou só curiosidade. Presença marcante, já q não nos conhecemos ou não nos encontramos.
Que nossos leitores nos conheçam pelas palavras, pelo estilo, pelo riso e pela tristeza q deixamos transparecer em nossa prosa.
E que 2010 seja realmente o ano das nossas realizações. Que tenhamos a coragem de mudar, vasculhar gavetas, jogar fora ressentimentos bobos, retirar traças e teias e angústias da mente, parar de sofrer por coisas tão pequeninas, viver a vida como ela se nos apresenta...
E dá-lhe bola, q a vida é um jogo...
2010! A certeza do futuro, a imprecisão do agora, mas acima de tudo a certeza de q é o agora q temos em mãos, e é o agora q tem q ser modelado, senão o futuro não chega.
Beijos a quem amo.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Porque, Verônica, acima de tudo, quero q te lembres do meu riso...
E eu, acima de tudo, quero q meus filhos se lembrem do meu riso, quando eu não mais estiver com eles.
Meu riso tão raro, tão caro, tão buscado, e tão sofrido.
Meu riso molhado de pranto, de tempo, de recordações e saudades...
Meu riso tão difícil, tão fácil e tão sincero...
Meu riso q ecoava no colégio, ecoa agora na faculdade e nunca mais ecoou por todos os lugares.
Fiquei conhecida no colégio pelo meu riso, q também ecoava no cinema, em meio aos amigos, e q mostrava a direção a quem chegava atrasado.
Meu riso arrancado agora das entranhas, que não é mais tão superfície. Agora ele mora no fundo, bem no fundo, tal peixe cego q nunca viu a luz do sol.
Meu riso. Acima de tudo, quero q meus filhos lembrem o meu riso. Porque não quero ser lembrada pelas enxaquecas, pelo mau humor, pelo estresse, pela correria, pelas broncas, pelo pouco dinheiro, pelo improviso, pela pressa, pela falta na reunião de pais e mestres, pelo assobio no teatro durante a apresentação de ballet, pelos apitos durante o jogo de futebol da escola.
Acima de tudo, quero q meus filhos se lembrem do meu riso, e que saibam rir durante toda a vida deles. Deles, das falhas, das gralhas q encontrarão em todo lugar, das pessoas intrometidas, palpiteiras, das comadres q arrancar-lhes-ão os olhos, se puderem, das mulheres sem cérebros, dos homens sem caráter e, acima de tudo, quero q saibam rir dos próprios erros.
Filhos, riam sempre, de tudo, carreguem no fundo do bolso um riso de reserva, para os momentos mais difíceis da vida.
Eu os amo, e quero q ecoem em seus ouvidos, para sempre, o meu riso.
Acima de tudo, quero que vocês se lembrem do meu riso...
domingo, 27 de dezembro de 2009
artigo quinto da constituição federal
Tá bom, mas como já diziam na Fazenda Modelo, uns são mais iguais q outros.
É já sabido, desde a escravidão. Todos têm, mas uns têm mais q outros. Temos isso como natural e certo, pois não nos revoltamos contra essa verdade maculada, cuspida e escarrada. Se todos são iguais, porque as mesas não são iguais? As escolas, os transportes, as moradias, os livros, os passeios?
Porque a filha daquele sindicalista barrigudo pode ir prá Disney e a filha da empregada não? Porque a riquinha pode estudar num colégio bom e a filha do pobre não? Sistema? Quem faz ou aceita o sistema?
Nós? Não. Nós temos preguiça de mexer no sistema. Enquanto ele não nos incomoda, não nos mobilizamos. Quando nos mobilizarmos, ele já nos terá engolido.
Não somos iguais perante a lei.
Se o empregado diz q não recebeu, o juiz acredita. Mas se o patrão diz q pagou, não acontece o mesmo. Getúlio Vargas, aquele maldito q deveria ter puxado o gatilho dez anos antes, deixou essa lei idiota q prega a hipossuficiência. Que hipossuficiência? Enquanto o patrão tá se lascando, o empregado está bem confortável deitado na sala, vendo tv paga, com parabólica instalada num bambu, ao lado do tanque de lavar roupas descoberto, porque esse mês não deu prá comprar as telhas pro puxado.
Nooooooooossa, e q calor q faz no sábado, não dá prá ir trabalhar senão não aguenta o forró até de madrugada. Ou o boteco e as cervejas até a meia noite.
E dá-lhe cesta básica, vale geladeira, vale diversão e vale sabe-se lá o que.
Brasileiro não é pobre. É vagabundo. Comprovamos isso vendo milhares de casas num barranco desabarem e a água levar tv de 29 polegadas, mas nenhum livro. Geladeiras triplex mas nenhum jornal. Guarda roupa de quinta categoria, mas roupas de marca e da última moda.
Ninguém é igual a ninguém, nem perante a lei.
Porque se fosse, o patrão não seria esfolado vivo em cada audiência a q assistimos. E o empregado deveria trabalhar para pagar seu luxo.
Ninguém é igual a ninguém porque uns estudam muito e conseguem a vaga na faculdade, outros vagam pelos bares nas madrugadas e conseguem cotas q os fazem entrar numa faculdade q não vão acompanhar.
Sistema? O sistema somos nós, e então q seja: todos os sistemas são iguais perante a lei. Aí sim, eu acreditarei.
Beijos a quem amo.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Vacas, presépios e maldade II
Acabou a noite de Natal. Já é dia 26.
E q o ano novo seja muito melhor prá quem merecer. Quem não merecer q tenha o devido.
Fiquei sabendo uma coisa q me deixou um pouco mais aliviada.
Não foi muita gente, e parece q meu coração se sentiu vingado. Bem feito! O tempo mostra quem era a vaca e quem era a Maria do presépio.
Aquela q não sabia criar filhos. Julgada por uma vaca q não tinha feito nada da sua vida, nunca. Só merda. Tem um diploma q ninguém sabe prá q serve, e sua boca é uma fonte de esgoto não tratado. Não sei como conseguiu dar cria. Mas deve ser vacas iguais. Porque a Maria criou bem criados seus filhos, deixando saudades eternas por onde passou, nos corações q tiveram a graça divina de conhecê-la. Maria, aquela q cursou período duplo no colegial: o clássico, onde se aprendia 4 línguas, mais as literaturas correspondentes, e o científico, onde se aprendia as ciências exatas. Aquela q casou-se prá poder estudar. Q foi embora da sua terra, deixando pais, irmãzinha, amigos, animal de estimação e história. Aquela q, durante a faculdade, teve os seus filhos, num total de 4, sem perder o pique e a coragem de estudar, e de graduar-se com louvor. Aquela q passou na USP aos 17 anos, sem cursinho e sem comprar a vaga. Aquela q com o francês q aprendeu na escola visitou a França e saiu-se bem. Com o alemão q aprendeu com um sobrinho viajou por toda a Alemanha, e aprendeu mais coisas. Aquela q costurava, advogava, limpava, cozinhava, ninava e espalhava sabedoria. Aquela a quem ninguém ajudou.
A pergunta clássica era: "O q tem prá comer?" Se a resposta agradava, a "visita" vinha. Se não, a "visita" dava uma desculpa esfarrapada. Quando aparecia, e era mais frequente do que desejada, o fazia às 17 ou 18 horas, para almoçar. Comia como uma porca e deixava os pratos sujos prá Maria limpar.
E quando Maria estava doente mandava mais serviço ou inconveniências para fazer companhia. A vaca q nunca enxergou q não era desejada. Q nunca viu q só aparecia prá atrapalhar. Quem nunca era convidada porque ninguém a queria, com sua língua de víbora e seu coração cheio de maldades.
Até no velório a vaca só pensou em si. Mas o castigo vem. Com certeza. Tem muita gente desejando.
Por isso e por muito mais, eu quero Maria vingada. Só isso. Quero q a história se inverta. Prá q as roupas de Maria façam a alegria de gente pobre. E a soberba da vaca façam mais gente enxergar q ela é o mal encarnado.
Feliz Natal, Maria, q ontem à noite eu fui te visitar onde você repousa. Aposto q só eu fui. Beijos, amada, e q o Senhor da messe proteja você.
Continuamos te amando mais q tudo, porque vc sempre foi mais q tudo para nós.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Vai pescar, moçada!!!
Igual homem quando quer se ver livre da esposa.
Arruma as traias, junta os "amigos" e vai prá algum lugar, geralmente um "rancho" de beira de rio com muitas moças de "vida fácil", churrasco e cerveja, além de cigarros de todo o tipo.
Enquanto isso, a idiota, lá em casa, lava, passa, cozinha, esfrega, arruma gavetas, busca os filhos dele na rua, dá banho, faz almoço, janta, lava louça, vê Sílvio Santos ou Faustão, aguenta a visita da sogra, atura a cunhada...
E o bonitão lá: come, come e bebe, fala bobagem...
Está, como digo eu, só ajeitando a testa.
Ajeitando a testa?
É. Prá caberem os chifres.
Porque se ainda não os tem, logo os terá. E bem merecidos.
Com justiça.
Homem q sai muito de casa logo tem enfeite na cabeça. Com o meu apoio.
Chega de bancar a empregada doméstica deles e não receber nem salário.
Eles fazem o q querem, q carreguem o peso do enfeite. Isso não é apologia. É somente apoio a uma corrente de pensamento q cresce cada vez mais.
Gian e Giovani têm razão: "Vai pescar, moçada, pescar na lagoa... Não se estresse, não tenha pressa, q eu tô na boa... Junta a traia e some q eu mato a fome da sua patroa..."
Linda a música. É isso aí. Todos eles precisam ouvir, e tem q surgir a versão do boteco, do bar, do jogo de futebol...
Marido que não dá assistência, abre as portas à concorrência...
Não só as portas. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
domingo, 20 de dezembro de 2009
quero...
Enfim, quero estar toda em ti, e quero que esteja todo em mim, só por um motivo: te amo.
Bilhete de amor
Brilhavam no céu as primeiras estrelas, que salpicavam a angústia com pequeninos afagos de compreensão.
O riacho chorava suas últimas mágoas de amor, ferindo-se nas pedras das margens e nas bruscas quedas.
A rua perdia todo seu farfalhar de sedas e organzas, as calçadas já não abrigavam os primeiros passos do bebê rosado que seguia ao apoio do genitor.
Tocava o sino na matriz, a tristeza batia à porta, as cordas se calavam, minha esperança se curvava e meus olhos de repente se entristeceram.
Cheguei à janela, o vento secou duas lágrimas; virei-me, e só então pude acreditar que sua cadeira continuava vazia...
sábado, 19 de dezembro de 2009
VOCÊ NÃO CONHECE?
Não?
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É um dos melhores sites q há na internet.
Vá!
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Vacas, presépios e maldade...
Agora há uma vaca humana q rodeia a minha vida q não dá prá deixar passar. É venenosa. É diabólica. Já deveria ter passado pro outro lado.
Tem tudo de ruim q uma pessoa pode ter. E pensa q é boa. Semeia a discórdia. Depois se acha boazinha. Já matou uma pessoa querida minha, e vai matar outra, porque essa outra não acorda.
Mata aos poucos. Finge q não sabe. Sua língua é de víbora, e onde ela vai o mal vai junto.
Preciso de muito sal e água benta prá me livrar dela. Porque até o padre já disse q é prá gente se afastar dela, q a coisa lá está contaminada.
Já imaginaram?
Por isso acho cada vez mais doce o hálito dos bovinos. Além disso, são animais santos. A vaca dá leite a vida inteira, produz bezerros a cada dois anos, sofre fome na seca, frio no inverno, pega bicheiras, tem mamite, tem solidão quando lhe tiram os filhos, e nem sabe falar...
Por isso ela está no presépio. O hálito doce aqueceu o Menino Deus, e o leite deve ter fortalecido a Mãe de Deus. É um animal santo.
Diferente dos humanos a quem damos o nome de vaca, injustamente. Para a vaca.
É q não achamos um nome mais expressivo prá chamar essas mulheres execráveis q conhecemos.
Talvez porque, um dia ou outro, elas acabem indo pro abatedouro.kkkkkkkkkkkkkkk