MÃE!!!
Ela era uma Rosa
A vida não pára!
Paciência
Lenine
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para...
Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...
Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...
O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não...
Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para...
A vida não para...
Páginas
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
mangarito
Batata rica em minerais, substitui a batata inglesa e é de fácil plantio, sem pragas ou necessidade de pesticidas.
Nunca deveria ter saído de nossas mesas.
Eu quero arrumar algumas prá fazer muuuuuuuuitas covas, quero uma plantação respeitável.
Depois partilho as receitas com vocês. Tem uma com frango q fica divina.
Se alguém souber onde arrumo batatas para plantar, eu fico muito grata.
Beijos a quem amo. Abacaxis pérola aos outros.
Presente de Natal
Se vc tem bastante dinheiro, uma viagem.
É o melhor presente q podemos dar a um filho q já tenha idade suficiente para tanto. Quem não viaja não vira as páginas do livro da vida.
E hoje há milhares de opções. Abasteça a mochila dele com roupas fortes, mas já surradas, sapatos velhos (ninguém deve passear ou caminhar de calçados novos), máquina fotográfica, uma faca pequena, água e um telefone celular.
Mas é muuuuuuuuuito óbvio q vc já deve ter ensinado a ele q não se vai para um local sem avisar alguém antes, e nem se aceita carona sem estar atento e prevenido prá se defender.
Sempre ligar prá casa num horário pré combinado. Parece besteira e geralmente eles não gostam de fazer isso, mas é bom prá avisar aos pais caso aconteça algo, sem q ele tenha q fazer alguma coisa (caso fique impossibilitado de ligar, por exemplo - dois ou três dias sem a ligação combinada já é ocasião pros pais tomarem providências - por isso se educa o filho a sempre cumprir o combinado).
Se vc é mãe de meninas, deve ter iniciado a conversa com ela antes dela nascer, o mais tardar quando ela tinha dois ou três anos. A menina precisa saber q a melhor amiga dela é a mãe - prá poder contar inclusive se for violentada ou ficar grávida do namorado.
A gente, como mãe, nunca pensa q isso vai acontecer com a NOSSA FILHA.
Outra coisa: A mãe tem q dar uma educação em q possa confiar. Sempre falar a verdade e ter valores concretos e íntegros.
Vc não vai criar filhos responsáveis se vc nunca foi responsável.
Vc não vai criar filhos confiantes se sempre os traiu.
Lembre-se: a educação vem do berço. Se vc não fez nada disso, pague alguém prá viajar com ele e vigiá-lo o tempo todo.
É o preço q vc vai pagar por não educá-lo como deveria.
A gente só sabe se a mãe fez um bom trabalho quando o filho fica independente o mais cedo possível dela.
Filhos adultos dependentes significam q a mãe foi relapsa enquanto ele crescia - mesmo se cheia de boas intenções - a não ser q ele seja doente mental.
Aí, é diferente.
Boas férias.
Beijos a quem amo.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Esmaltes
Não encravadas.
Isso detesto.
Um bom palito de laranjeira resolve, e se não resolver um pedacinho de algodão embaixo da unha até q ela cresça.
Dóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóiiiiiiiiii prá cacete, mas resolve.
Unha encravada tem q crescer e ser cortada quadrada, prá nunca mais entrar na carne. Noooooooooooooooossa, como unha encravada dói. E tem gente q comete sempre o mesmo erro de ir numa manicure e cortar a unha q está dentro da carne. Assim nunca sara.
Crescer demora um ano, o dedo descasca inteiro, fica feio, parecendo um jacará descamando. Mas resolve.
Aí, é só pintar com uma cor chocante, q nos tira da rotina, e exibi-las. Aliás, unha pintada é o q há. As minhas estão mais prá ficar só dentro do bolso, mas tudo bem. Eu prometo q um sábado desses vou tirar uma folga, ficar no sofá vendo um filme de espionagem e fazer as unhas. Vou pintá-las de vermelho. Adoro.
Minha mãe detesta, mas eu adoro. Então, eu pinto as minhas de vermelho.
Falando em pinto, preciso lembrar de nunca levar meus filhos naquele barbeiro q tem uma placa q diz: "CORTO CABELO E PINTO". Puta merda, já pensou? Se ele corta o cabelo e o pinto, o q cortará das mulheres? Vige!
Corto cabelo e pinto. Tô fora.
Vou pintar minhas unhas de vermelho, com esmalte colorama. Vão ficar lindas.
Depois eu conto da experiência do corto cabelo e pinto. Tenho um amigo q foi.
Barbaridade!
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
A foto nossa de cada dia
(uma análise do artigo 5º, III, da Constituição Federal, à luz da sensibilidade)
De acordo com o Art. 5º da nossa lei maior, a Constituição Federal, todos são iguais perante a lei e, estendendo-nos ao inciso III, ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante.
Perguntamos a uma criança o que seria ninguém. “É nada, vazio, nenhuma pessoa”, nos disse ela.
Incrível como mostra capacidade de entendimento superior a nossos legisladores.
Ninguém é nada, nenhuma pessoa. Tão simples!
A lei não diz ninguém da nossa casa; ninguém do nosso parentesco; do nosso grupo de oração, da nossa Igreja, da nossa cidade; do nosso país... do nosso partido político...
Podemos entender então de maneira “abrangente”: ninguém é nenhuma pessoa. Apenas isso.
Nenhuma pessoa será submetida a tratamento degradante.
A lei não diz que devemos fazer algo para defender essa pessoa.
Diz somente que ninguém será submetido a tratamento degradante. Diz, em subentendimento, que a situação será evitada.
Certo. Então relemos o nosso artigo tão simples, tão singelo, e reinterpretamos novamente.
Ninguém será submetido a tratamento degradante. Se isso acontecer, o observador deverá tomar as seguintes providências: elenco de soluções, vastíssimo.
Mas...
Aí eu vi a foto que chocou o mundo.
Foi-me mandada por um amigo virtual que com certeza vagava pelo computador tarde da noite, sem maiores pretensões que a de se distrair e quem sabe conversar com alguma pessoa que se interessasse pelo que ele tinha a dizer...
Esperava ele, suponho, que a foto me impressionasse como impressiona as pessoas comuns. Não, ela me deu um tapa na cara à meia noite, hora em que somos todos mais sensíveis.
Talvez fosse meu filho o menino da foto.
Ou seu.
Não sei.
Se conhecêssemos a mãe dele quem sabe nos comovêssemos mais profundamente e nos dispuséssemos a ajudá-la, levando até ela um litro de leite ou um balde de água. Ou a trouxéssemos com seus rebentos à nossa casa, onde partilharíamos o banheiro, a mesa e a vida.
Não, a mãe dele está tão longe que não nos incomoda com seus gemidos, gritos de fome e de dor. E quem mandou ter tantos filhos? Não vê que os filhos só deixam a gente mais pobre? (se isso fosse verdade, toda família com filho único seria riquíssima, e não é isso que vemos...)
Talvez a mãe já esteja morta, e não vê o filho morrendo aos poucos, esquelético como mais nada nesse mundo.
Mas o mundo viu.
Eu vi.
E depois disso minha consciência já não fica em paz.
O que eu faço é nada; esse menino continua naquela vida que levava antes de eu ver a foto.
De que adianta vermos a foto se não vamos fazer nada?
Nossas horas diante do computador nos ajudam no emprego, na vida, nas diversões, mas que valem praquele menino? Nem ao menos mitigam a dor da nossa consciência!
Poderíamos viajar até ele, tomá-lo nos braços e mudar-lhe a vida.
Meu Deus, mas ele é negro!
É.
E tem a idade do meu filho. Do seu.
A fome dele é muito maior do que a do meu filho quando volta do clube, ou do seu. A fome dele dura anos. Desde que nasceu, pois o seio da mãe não era farto como os nossos, que nos fazem tomar medicamentos diabólicos para secar o leite gratuito.
A fome dele faz com que chegue avidamente à parte posterior de um animal bovino e coma os dejetos, as fezes que não servem mais para o animal.
Para o animal é lixo, mas para o menino é alimento.
Examinem a foto que chocou o mundo.
De acordo com o Art. 5º da nossa lei maior, a Constituição Federal, todos são iguais perante a lei e, estendendo-nos ao inciso III, ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante.
Se comer os dejetos de uma vaca não é desumano ou degradante, o que será?
E nós, que nos orgulhamos da nossa formação, dos nossos “operadores do Direito”, na sua luta incansável por melhores honorários, o que fazemos?
Nada.
O menino é negro.
O menino está longe.
Não cabe na nossa casa.
Não o conhecemos.
Ele é sujo.
Ele é faminto.
Deve ter carrapatos nas axilas.
Deve ter sarna nas dobras das pernas.
Deve ter larvas de moscas por todo o corpo...
E assim levamos nossa vida, nos impressionando com fotos que chocam o mundo, desligando nossos computadores e indo dormir cobertos, tranqüilos e em paz.
Aquele menino não nos pertence. Não é nossa obrigação cuidar dele. Não temos nem queremos ter a guarda dele. Muito menos adotá-lo. Não somos Angelina Jolie ou Madonna.
Não temos obrigação (e ninguém é obrigado a nada senão em virtude de lei) de cuidar de uma criança empestada que sobrevive do outro lado do mundo e come dejetos de animais.
Quem mandou sobreviver?
Por que não morreu como seus irmãos menores, comidos por larvas? Por que não foi vendido como escravo, para sair de um país tão miserável? Por que não o esquartejaram e venderam seus órgãos?
Ei, espera aí, isso é proibido!
Ah, mas deixar alguém sofrer tratamento degradante não o é?
Se ninguém enxerga a dor do próximo, deixemos que as mães do mundo legislem. Só mães.
Mudaríamos a realidade do planeta.
Ah, mas é difícil, nossos representantes já estão lá, e têm suas faltas perdoadas, não sofrem descontos pelos dias em que vão passear em vez de trabalhar, recebem auxílio até para o veterinário do peixinho do aquário da filha da empregada...
Então tiremos da nossa Constituição essas hipocrisias de “NINGUÉM será submetido a tratamento desumano ou degradante.”
Ninguém do nosso povo? Da nossa casa? Ninguém significa ninguém. Em qualquer lugar do mundo, em qualquer casa. Saibamos nós ou não.
Que os “Operadores do Direito” façam valer a lei, mudá-la se necessário for, que eles gritem, organizem-se em protestos pelos milhares de meninos do mundo que matam a fome com fezes de animais.
Que ele cheguem à ONU se for preciso, a um tratado internacional, mas que vejam e mostrem ao mundo esse menino almoçando (ou jantando, sei lá, que a vaca não tinha um relógio no pescoço...)
A paz é fruto da justiça. Somente da justiça.
Enquanto não repartirmos a comida no mundo, não haverá paz. Nem justiça, por mais que nossos Fóruns pululem de “operadores do Direito” bem vestidos e bem montados.
Ou será que nossa Lei maior é ficção?
MARIA ÂNGELA RODEGUERO
SÍLVIA REGINA RODEGUERO
Eu sinto o absurdo da morte dela cada dia na minha carne, nos meus olhos, na minha risada q não tem mais eco, na minha história q não tem mais replay, nos meus sonhos q não têm mais onde refletir.
Sinto saudades dela em cada átomo de tempo q passa, porque ela fazia tudo por mim, me salvava de um mundo insano, me libertava de uma prisão louca, me fazia acreditar q ainda havia gente boa no mundo.
Me fazia acreditar q um dia nós estaríamos juntas e em paz, para tomar café, rir e fazer planos, sem nos preocupar se o dinheiro ia dar no final do mês, se as contas não estavam esperando para cair sobre nós em avalanche.
Sílvia, o mundo ficou muito mais vazio e desvalorizado sem você. Você não vai estar na minha formatura como esteve na primeira, embora atrasada. Você não vai ver a dedicatória do meu tcc. Não vai ganhar uma cópia dele. Você não vai me dizer q está ótimo, me ajudar a acreditar q eu fiz o melhor q eu podia.
Você vai estar numa nuvem azul, me olhando, eu sei, mas eu não vou poder ver você.
Eu te amo. Com a mesma intensidade de quando você ia me buscar na madrinha Ana com uma colher de açúcar refinado, raridade na época na nossa casa.
Com a mesma inocência de quando você amarrava meu cabelo longo com um laço de fita e, de mão dada, me levava ao grupo escolar.
Saudades, irmã adorada. Meu eterno modelo e ídolo.
Não vejo a hora de te reencontrar.
FLINES BO
Tem uma sensibilidade semelhante à minha. Certo q em nossas veias corre um sangue q tem muito em comum.
O pai dela é um dos meus irmãos amados.
Eu a vi no dia em q nasceu, pequenininha e linda, cabeluda e delicada. Como uma princesa. Aliás, ainda hoje ela é como uma princesa.
E lendo o q ela escreve no blog dela, aprendi a entendê-la melhor.
A gente não se vê muito, ela reside longe de mim, ou eu longe dela, mas prá mim parece q ela está bem perto.
É uma pessoa muuuuuuuuuito especial, e num dos meus álbuns do orkut tem um gato dela e o q ela escreveu sobre ele. É o Kero. De olhos lindos.
Ler o q ela escreve sobre os gatos e os animais em geral me deixa mais puta com as fotos dos canadenses filhos de uma égua matando golfinhos.
Golfinhos são como bebês.
Porque os canalhas e roncoios matam os golfinhos? Acho q é porque não têm coragem de matar a própria mãe. Deveriam ter, pois uma mulher q cria um homem desses merece a morte. Uma mulher q não ensina a um ser cagado dela q os animais sentem dor não merece ser chamada de mãe. Não merece ver a luz do céu nem mais um dia.
Porque os golfinhos agonizam na praia e ninguém faz nada. Aí eu fico pensando: se não fazem pelos golfinhos, porque fariam por um ser humano?
Lógico q não fariam. Nem é prá fazer, se for um ser humano como eles.
E eu tenho vergonha, como diz Flines Bo, de ser humana como eles.
"Eu me abastardarei da espécie humana". Sinto isso cada vez mais frequentemente.
A espécie humana é a mais cruel, a mais traiçoeira, a mais sanguinária, a mais calculista e má q existe.
Acho q Deus se arrependeu.
Flines, eu queria q todo mundo amasse como você.
Q todo mundo defendesse um Kero ou um Sumi como vc.
Q todo mundo entendesse a dor de um serzinho como um rato ou um pombo como vc e como eu, do ponto de vista deles, de um universo minúsculo q vê, sofre e sente dor. E sente q o humano só tem ódio e vontade de matá-los.
Porque quando eu enxergo o mundo através dos olhos desses animais, eu consigo sentir toda a dor deles quando são assassinados pelos humanos nojentos.
Flines, eu te amo, viu?
Você conquistou a minha eterna admiração.
Neide Therezinha Éllero Zuliani
Ela se foi pro céu há um tempo e quando passo pela frente de sua casa tenho saudade de sua imagem sentada na varanda, com dois gatos por perto.
Além de ser amiga da minha mãe, ter também 4 filhos, ter um piano e ser minha professora, era uma grande pessoa.
Atualmente, quando eu passava de bicicleta pela casa dela, cumprimentava: "bom dia, dona Neide, minha professora!"
E ela respondia feliz.
Levou um tempo prá q eu tivesse coragem de cumprimentá-la, porque do meu ponto de vista ela sempre seria professora e eu sempre aluna, na carteira da escola e quietinha.
E quando ela se foi eu senti um pedaço de mim indo junto, porque com ela se foram também meu terceiro e quarto anos de escola.
Quando ela nos ensinou a música "Criança ano 2000", eu ainda achava q o ano 2000 nunca chegaria. Não por acreditar nas besteiras q as pessoas diziam sobre o fim do mundo, mas eu era tão criança q acreditava q a idade adulta com tanta chatice e preocupações nunca chegaria prá mim. E hoje lembro da canção e canto pros meus filhos enquanto eles crescem, rumo à inevitável mesmice de ser adulto.
Que pena q eu tenha crescido, perdido minha professora, meu pai, minha irmã e minha infância, segura, protegida e amada.
Que pena q o tempo não volte, prá eu cantar com a classe e a professora no imenso pátio arborizado da escola, num tempo q nunca mais há de voltar...
Saudades, dona Neide, minha professora...
Cecília Meireles
Só q na minha terceira série teríamos q ler "ou isso ou aquilo", e poesia prá mim era com métrica perfeita e rimas pobres.
Detestei Cecília Meireles.
Hoje minhas crianças gostam. Talvez eu gostasse também, se a ela fosse apresentada com outra poesia. Mas aquela eu achei tosca. Não tornei a ler Cecília até à idade adulta. E aí percebi outras nuances dela. Hoje Cecília prá mim (além de ser padroeira dos músicos e o nome da filha de um homem q amei muito) é uma poetisa maravilhosa.
Pena q minha terceira série ficou tão distante e minha professora já está no céu.
centro médico
Ninguém prá segurar a tua mão, ninguém prá te cantar baixinho uma canção de ninar.
E o exame leva cerca de uma hora, dependendo da região a ser mapeada.
Putz! Nem sei como aguentei.
Fiquei lá quietinha, os olhos fechados, morrendo de medo daquele treco começar a fechar, fechar, ninguém perceber e eu ser esmagada pelo maquinário.
Horrível!
Fiquei com os músculos dos ombros e pescoço tensos, e agora estou com dor de cabeça.
Horror, horror, como dizia minha irmã.
Voltei prá casa e parece q nada é como antes.
Talvez a tomografia tenha relativizado as coisas, como a praia.
Vá entender.
Eu acho q a praia relativiza as coisas, mas nunca tinha pensado isso de um exame prá achar algo dentro da minha cabeça.
Sei lá se tem algo lá dentro! rsrsrsrs
Alguns dizem q não. Outros já me disseram q há coisas fantásticas.
Eu nunca vi. Mas quando ela dói parece q há brasas e ferro fumegante lá dentro.
Já imaginaram se na tomografia eles acham um pedaço enorme de ferro, vermelho como o dos ferreiros dos filmes do tempo do Rei Artur?
Virgem, quanta besteira.
Mas fica aqui registrado q fiz uma tomografia hoje e detestei. Espero nunca mais fazer nenhuma. Não dói, mas é chato prá burro.
Beijos a quem amo. A quem detesto, abacaxis.
domingo, 29 de novembro de 2009
Cinema - Doce Novembro
Faz a gente querer sair e aproveitar o céu maravilhoso, as pessoas q a gente ama, o pipoqueiro preferido, a praça mais bonita q a gente tem, o rio mais manso q a gente encontrar, o amor q a gente não valoriza mas está aí, pro q der e vier.
O corpo q a gente tem até pode ser feio, mas se a pessoa q ama a gente não reclama, melhor prá nós. Esquecer as estrias, as celulites as gordurinhas e rir, rir muito, ser feliz e beijar e abraçar muito o nosso amor. Porque viver e ser feliz é isso: amar as pessoas q amam a gente, o nosso amor, os nossos filhos, a nossa mãe e o nosso pai (se a gente ainda os tiver).
Porque no fim de tudo, é só isso q a gente vai ter no velório: as pessoas q amam a gente. O patrimônio, as jóias, a fazenda, os carros, tudo vai ficar prá trás, não vai nos acompanhar. As pessoas vão com a gente até à beira da cova. E eu acredito q as q amam a gente e já partiram estarão logo depois do portal, esperando por nós.
A esperança única é esta.
Beijos a quem amo.
emagrecer
Eu descobri q ser feliz faz a gente emagrecer. Foi assim q eu parei de engordar.
Lógico q o psicoterapeuta disse q vai haver muitos altos e baixos.
Mas na maior parte do tempo eu vou me manter feliz.
De bom humor. Porque eu não mereço as pessoas q eu atraio quando estou prá baixo. Só encrenca e gente de cabeça pequena. Eu não mereço e ninguém merece.
Quero ser alto astral igual minha amiga Tay. O humor dela é fantástico. Faz-me bem.
Ajuda-me a ser melhor. Acredito q seja isso q uma amiga faz com a outra.
Tay, conhecer vc, mesmo q só virtualmente, fez de mim uma pessoa melhor.
Sou muito grata a vc por isso.
Agora posso ajudar meus filhos, participar mais da vida deles, e tentar levar a sua alegria e a q vc me dá prá vida deles.
Obrigada, amiga querida. Boa semana, prá vc e prá todos os q amo.
Aos q eu não amo, abacaxis.
Beijos.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Entendesse
Pelo exposto, entendesse q o reclamante, nunca, laborou em domingos.
Putz!
Se eu tivesse um aluno desses, mandaria copiar o próprio nome.
Hoje o sistema não permite cópias, mas esse talzinho deveria copiar umas 500 vezes os tempos verbais, com canetinha colorida.
Não dá prá respeitar um adv q escreve desse jeito.
Nem aquele q "enrolou" uma amiga minha de 89 anos até ela morrer prá ficar com o sítio dela. E ele passeia pela rua, com seu cabelo seboso, numa boa. Nunca levou um tiro. Mas merece. Quem sabe ele não vai pro inferno?
Uma certeza eu tenho: a única adv respeitável q eu poderia apresentar a vocês está morta. Q pena.
Trânsito 2 - quem não "dá seta" dá o c...
Prefiro adesivos dos cursos da Unesp e Usp q posso colocar.
E vou dar um "foda-se" às pessoas q não são educadas no trânsito.
Ok, às vezes eu corro, mas sou cuidadosa. Nunca passei no sinal vermelho. Não me ponho a besta em estradas q não conheço e, principalmente, não atrapalho os outros. Ou tento, pelo menos.
O duro é quando estou com pressa e pego um tonto na minha frente. Ou alguém q encosta demais atrás. Depois reclama se falo algo.
Falo mesmo. Chega de engolir sapos.
Gosto de gente humilde, não de gente mal educada.
Ponto. Pronto.
E tem gente q não acreditou na história do exame de paternidade.
Eu poderia citar os nomes e sobrenomes, mas prá q vou fazer isso? Foda-se.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
parando de engordar
Não é fácil. São nas pedras pequenas q tropeçamos, e não nos grandes penhascos. Porque somos humanos, pequenos, e deixamos q nossos cérebros se importem com coisas minúsculas. Tentei por um mês não me estressar com pedriscos. Tentei relevar coisas idiotas, pessoas idiotas e pessoas vampirizantes. Q sugam a energia da gente.
E não é q valeu? Continuei comendo normalmente, lógico q meio q dentro da reeducação alimentar. Mas isso eu já fazia há um tempão... E parei de engordar.
Isso é inédito. Pois o médico me disse q, se a minha cabeça não mudasse, eu engordaria só de olhar para um copo d´água. Ninguém acredita, mas eu vi isso acontecer... Agora vi a coisa dar uma reviravolta. Estou tentando me amar mais, me agradar mais, "fazer coisas q eu queria fazer"... E pelo menos por enquanto está dando certo...
Obrigada, Tay, querida, q sempre tem uma palavra de incentivo prá mim... Te adoro de montão...
caroço de manga
O caroço eu vou plantar. Porque gosto de plantar. E quero fazer um pomar imenso, lindo, cheio de pássaros canoros e pequenos animais silvestres.
Macacos não, porque na fazenda do meu primo eles destroem TODAS as frutas. Arrancam do pé, mordem e jogam no chão. Mesmo q estejam verdes. Lógico q se comessem todas as frutas maduras também não seria bom. Mas morder as verdes? Parecem moleques.
E não gosto deles porque eles mordem a gente, também.
Não q eu seja a favor da destruição deles. Adoro o Poderoso Joe, a Chita do Tarzan e o King Kong. Ou aquele outro coitado q era mandado ao espaço e contaminado com radiação. Mas o lugar deles não deveria ser destruído, para q eles não fossem obrigados a invadir nossos pomares. Ou se eles soubessem apanhar só o necessário, como o "Papai Urso", do Mogli.
Pegar só o necessário é o Evangelho da floresta.
Quem sabe isso hoje em dia?
domingo, 22 de novembro de 2009
trânsito em Itápolis
"Domingueiros" da semana inteira andam à esquerda das ruas, dificultando e por vezes impedindo a ultrapassagem.
Depois tem quem diz q isso é crime.
Aqui em Itápolis criminosos andam soltos e ainda fazem fusquinha prá gente.
Se você dá sinal de luz, ganha indiferença, em 90% dos casos. Ou um palavrão acompanhado de um gesto obsceno.
Se buzinha, fingem q não percebem.
E assim vai.
Milhares de inválidos q usam o carro somente para não andar a pé, não para ir mais rápido. Ninguém tem pressa. No caminho da escola, parecem mães q nunca trabalharam fora ou ter outra ocupação na vida.
No caminho do trabalho, advogados voltando das atividades físicas necessárias à barriga molemente deslizando pelas ruas. Quem vem de fora comenta. É o pior trânsito da região.
Ninguém respeita sinalização.
Reclamar não adianta.
Ninguém faz nada.
Quem sabe a cidade não fica famosa por suas pessoas mal educadas?
LEONARDO DE OLIVEIRA BUENO JÚNIOR
Coisa rara nos dias de hoje, em q todo mundo quer só levar vantagem e q se danem os outros.
Ela viajou num veículo fretado pela escola, acompanhando o irmãozinho num torneio de futebol.
Na volta, em casa, sentiu falta da carteira e deduziu q havia esquecido no ônibus.
Ligou para a escola, q ligou para a transportadora.
Ninguém sabia de nada.
No dia seguinte, à tarde, Leonardo apareceu na minha casa, dizendo q havia encontrado a carteira numa praça do centro da cidade, jogada na grama. Plausível. Disse q abrira a carteira pra ver se tinha documento com o endereço, e achou a inscrição da Unesp da minha filha. Com o endereço de lá, procurou num mapa q há na parede do seu local de trabalho e achou o bairro, depois a rua. Não conhecia muito bem a cidade, é filho de migrantes.
Mas chegou direitinho e entregou-a a mim.
Lógico q me emocionei e dei a ele uma gratificação. Perguntei o nome da mãe e disse q agradecesse a ela a educação q tinha lhe dado.
Que o nome dele fique registrado por ter feito algo memorável nos nossos tempos.
sábado, 21 de novembro de 2009
ADVOGADOS DE ITÁPOLIS
Não, retardado, para abastecer o gerador tinha q subir no gerador, não no mesmo.
E ainda há advogados que perguntam ao juiz, em suas petições: ""Cadê" os recibo?"; "A reclamada, não entregou, ao reclamante, nenhum recibos de pagamento do mesmo".
O mesmo habita todos os recantos dos dicionários dessa gente.
Quase ninguém conhece plural.
Não sabem usar a vírgula.
E têm coragem de, por uma separaçãozinha de merda, cobrarem honorários de R$3.000,00. Cobram, recebem, depois não fazem mais nada, e deixam o processo ir para o arquivo antes de homologada a separação.
Até meu filho de 10 anos sabe fazer melhor.
Sei de um advogado que, para defender o cliente canalha, cafajeste e algo mais, passou-se por ele na hora da colheita de prova para o exame de paternidade e deu seu sangue. O cliente ficou quietinho. Claro q o exame não acusou o pai da criança. O advogado ficou um pouco mais rico, um canalha ficou sem punição, a criança ficou sem pai e a mãe ficou desacreditada.
Deveriam cortar o p. e a língua dos dois.
O advogado é seboso, acho q de tanto ser lambido pelos iguais.
O cliente é um calhorda, merece o advogado q teve.
Ambos vão pagar, de uma maneira ou de outra.
Voltando: tem um coitado de um advogado q escreve "faremos o acordo por mera deliberalidade". O q é isso?
Depois têm coragem de cobrar da gente para fazer uma petição? Eles deveriam receber da gente quando conseguimos fazer com que eles escrevam uma frase sem nenhum erro.
O q é quase impossível, pois eles julgam saber tudo. Jamais recorreriam a um revisor.
Contentam-se em fazer o médio. Pois é isso q são: medíocres.
Passam os anos e eles não melhoram.
É realmente uma raça perdida.
E como tem gente q confia neles...
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Novo segredo
Ela tinha me deixado ver q viria a mim sem q eu soubesse.
E no caminho tinha uma rosa amarela, despetalada.
Eu comecei seguindo as pétalas e parei num trilho mal desenhado q levava a uma casinha humilde, além da curva da estradinha.
Era ali q ela vivera os últimos anos, era ali q tivera sua filha, ali q fora tão infeliz.
Eu fui pegando as pétalas conforme as alcançava, com o propósito de depois montar a rosa novamente e colá-la com papel contact.
A rosa q ela me mandara...
Eu, que sonhara com ela na noite passada, e ela me dizia: "siga meus passos. Eu a levarei à sua felicidade." E prometera me dar todas as regras para q eu fosse uma pessoa feliz. Ela, q sofrera tanto, e levara sua filha para não sofrer também, me ajudaria a encontrar o caminho para a minha felicidade.
Não era um sonho. Eu adormecera sobre um poema e acordara sobre uma flor.
A flor amarela fora mandada por ela. Eu sabia disso.
O segredo agora era seguir os instintos.
E foi assim q eu adentrei à pequena sala da casa quase destruída.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
No meu aniversário eu queria...
No meu aniversário eu queria de volta todas as pessoas q a vida, de um modo ou de outro, me tirou. Aquelas q eu amava e morreram, as q se foram pelo mundo e eu nunca mais vi, o colega de escola q nunca mais eu soube onde anda, aquela amiga da qual me separei sem ter tempo de fazer as pazes... Depois de tantos anos, talvez tenha morrido.
A mãe da minha primeira amiga, q era tão jovem q teve um bebê , hoje é uma velha senhora, e eu fui professora do bebê q ela teve... Ele também cresceu...
Ainda ninguém conseguiu me provar q crescer e virar adulto é bom...
Hoje, mais um aniversário meu, estou no vácuo, estou um pouco triste. Gostaria de ter 20 anos menos, com toda a garra q eu tinha, e não deixar q ninguém a tire de mim. Nem a garra, nem a coragem, nem a cara de pau, nem a vontade de lutar, nem o desprezo para com as coisas q eu detesto. Porque eu não quero ser obrigada a tratar bem quem eu detesto.
Quem eu detesto eu quero que se foda.
Quem eu amo eu quero q seja muito feliz e q tenha um milhão de dólares.
Beijos a quem amo.
Abacaxis pérolas a quem detesto.
Feliz aniversário, Ângela, que ninguém te desanime hoje. Beijos.