MÃE!!!

MÃE!!!
Ela era uma Rosa

A vida não pára!

Paciência

Lenine

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não...

Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para...

A vida não para...

http://www.youtube.com/watch?v=sXmWAOIWg3w


















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sábado, 26 de março de 2011

Feliz aniversário

Alguém se lembra desta música? "Feliz aniversário, luz dos olhos meus..."
Eu conheci muuuuuuuuuuitas músicas. Mas muitas mesmo. Antes de ter idade para tal.
Meu pai cantava muito.
Todos em casa cantavam.
E estudavam música.
Eu aprendi.
Hoje, algumas me vêm à memória sem q eu me dê conta.
Simplesmente aparecem.
E hoje eu cantaria bem alto: "Feliz aniversário, luz dos olhos meus... São os meus ardentes votos, feliz aniversário prá você..."

Hoje seria aniversário da minha mãe.
Tantos, tantos anos nós comemoramos, q hoje, o primeiro sem ela, parece q o sol está caçoando de mim.
As nuvens rodeiam o céu, vão, voltam, e não acontece nada.
Os ponteiros dos relógios, de todos os relógios, andam a esmo, não marcam nada prá mim. Não me dizem nada.
Porque minha mãe não encomendou os salgadinhos do Cidinho "prá quem aparecer prá me cumprimentar", nem comprou um bolo grande, branco (nós, de casa, nunca gostamos de bolo de chocolate), nem se preocupou com "as bebidas" (ela não dizia refrigerante, mas "bebida"), nem perguntou: "Será q a Zélia (irmã dela) vem com a Cristina?"

Hoje seria o aniversário da minha mãe.
Mas é um sábado sem graça, triste, melancólico, de começo de outono. A estação q eu mais gosto, mas eu gosto do q é mais triste.
Na casa dela não tem mais ninguém prá eu entrar e ir abrindo portas e janelas, empurrando cortinas, arrastando a poltrona prá sentar perto dela... Na casa da minha mãe não mora mais ninguém.
Isso deixa a minha cidade TOTALMENTE vazia.
Nada mais importa.
Somente q na casa da minha mãe não mora mais ninguém.
Eu já não tenho prá onde ir quando não tiver mais onde me esconder do mundo. Quando não houver mais quem queira me escutar, ou secar minhas lágrimas.
A casa da minha mãe está vazia.
Isso é triste, por si só.
"Porque uma casa vazia, meu bem, é tão triste..."´
E se torna muito mais triste no dia do aniversário dela.
Parabéns, mãe.
Eu te amo.
E me sinto muito sozinha.
Felicidades.
A placa com o teu nome ainda não chegou.
Muitos anos de vida.
Mas as flores estão murchas, fez calor hoje.
Tudo de bom.
Mas eu não agüento a saudade.
Olha o teu presente!
Tua cachorra geme à noite, ela quer você...
Rasga o papel, desmancha o laço!
Suas coisas estão perdendo o teu cheiro...
Que você tenha agora, aí, todos os presentes do mundo, todas as coisas com as quais você sonhou quando menininha e não pôde ter...