MÃE!!!

MÃE!!!
Ela era uma Rosa

A vida não pára!

Paciência

Lenine

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não...

Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para...

A vida não para...

http://www.youtube.com/watch?v=sXmWAOIWg3w


















Páginas

sábado, 24 de março de 2012

Murilo Machado Duarte


Hoje, quando vejo as fotos dele, choro.
De saudades do menino que conheci indefeso, pequeno, tímido e ansioso por fazer amizades.
Do menino que ainda brigava na escola, que ainda chorava no recreio e era discriminado.
Do amigo incomparável e inigualável que foi prá minha filha, do amigão que foi pros meus filhos, do amigão que ainda é para eles.
Do amor que ele me dedica, das palavras que me dá quando nos vemos, do menino órfão que acolhi nos meus braços na madrugada do inferno que ele teve que atravessar.
Hoje, quando vejo as fotos dele, choro.
De alegria, por tudo que ele está conquistando.
Da coragem que ele tem, da garra prá escalar as montanhas/obstáculos da vida.
Ele não as contorna. Ele as escala, e lá de cima olha com condescedência para os que não o seguiram.
Da força que ele tem em buscar os sonhos, da inquietude que lhe move a alma.
Hoje, quando vejo as fotos dele, choro.
De orgulho da pessoa que ele é.
De orgulho da pessoa que ele está se tornando.
De orgulho do lutador, do guerreiro que ele mostrou ser.
Ele, que não precisava provar nada prá ninguém, mostrou a todos que é um vencedor, por si só.
Não precisava ser o primeiro bailarino.
Não precisava ser o melhor da escola.
Não precisava ser tão gentil, tão bom, tão educado e meigo.
Mas ele é.
Murilo, muito, muito obrigada por fazer parte da minha vida.
Obrigada por estar presente em tantos momentos difíceis prá nós.
Obrigada por saber das coisas que nos são importantes.
No seu aniversário, quero te desejar tudo de bom, todo o sucesso que você merece, toda a força que eu puder te dar, toda a gratidão por você ser quem você é, todo o amor por você pertencer à minha família, todo o aconchego de que você precisar.
Feliz aniversário, meu amor.
Feliz Ano, Feliz Vida, Feliz...
Feliz aniversário, Murilo Machado Duarte.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

The Lonely Shepherd

The Lonely Shepherd
A MÚSICA DO KILL BILL QUE EU MAIS GOSTO

O PASTOR SOLITÁRIO


http://www.dailymotion.com/video/x4flor_kill-bill-soundtrack-the-lonely-she_music

http://www.dailymotion.com/video/xe5axi_gheorghe-zamfir-lonely-shepherd-kil_music

Não dá prá descrever a emoção que sinto quando ouço isto.
Amo essa música.
Realmente inspirada.
Depois um idiota quer me falar de funk, de rap, de pagode?

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Chance; oportunidade

Cansei de dar chances às pessoas.
Sei daquela história de "menti, mas me dá uma chance?"
(Como se a primeira vez em que a gente aceita a pessoa no nosso círculo particular de amigos e/ou familiares não fosse uma chance...
E das boas, digamos.
Significa que deixamos a pessoa se aproximar, fazer parte do nosso grupo seleto, das nossas amizades escolhidas a dedo, das pessoas pinçadas num mundo cheio de decepções, desilusões e outros "des".
Como se o simples fato da pessoa estar nos conhecendo já não fosse uma chance.
Pô, você vive com um cara uns dez anos, ele extrapola, você perdoa; ele mente, você justifica; ele desrespeita, você tolela...
Não foram chances desperdiçadas?
Não foram oportunidades imensas que o universo deu a ele, o simples fato dele poder falar com você?
Aí ele pisa na bola de novo, você estoura, chuta os arrimos da barraca, põe fogo na lona e ele ainda vai dizer que você é intolerante?
Intolerante a mãe dele, que não o afogou quando nasceu e viu que era um traste...)

Então, não há mais chances.
Cansei de desculpar pequenas falhas (sei que todos as têm), de entender dias de mau humor (também os tenho), de buscar justificativas para atitudes ofensivas.
Foda-se.
Vá à merda.

E as minhas chances de conhecer uma pessoa melhor?
E as minhas oportunidades de buscar algo melhor prá mim?
De ter um amor muito mais significativo?
De ter uma pessoa mais romântica ao meu lado?
De encontrar uma pessoa sem preguiça de sonhar, sem cãibras prá dançar, sem chiliques no parque de diversões?

Então, aquela coisa de: "entenda, ele (ou ela) não está nos melhores dias..."
ACABOU!!!
Eu só vou entender se EU não estiver nos melhores dias.
Só vou perdoar se EU não estiver a fim de conversar.
Só vou tolerar se EU for mal educada.
De resto, não quero mais ser psicóloga de ninguém.
Não quero mais só ouvir, quero também falar.
Não quero mais só pagar, também quero comer de graça.
Não quero mais comprar as coisas, quero ganhá-las.
Não quero mais fazer surpresas, quero ser surpreendida.
Não quero mais consolar, quero ser consolada.
Não quero mais carregar, quero ser carregada.
Nem que for por um burro, pois prefiro um burro que me carregue que um cavalo que me derrube.
Beleza?

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

cotonete

Não gosto dessa rima.
Ainda mais de nome de mulher que termina com essa rima.
Por vários motivos, os quais prefiro não citar.
Mas o cotonete propriamente dito, aquela haste com um pelotinho de algodão na ponta (daí "coton" ete), esse me faz virar os olhos, quando bem encaixadinho dentro da minha orelha, embora os médicos sejam unânimes em nos recomendar que nunca façamos isso.
Adoooooooro um cotonete bem aplicado, depois de um banho demorado. Se não houver o cotonete, fico o resto do dia com a sensação de que está faltando alguma coisa.
Não é só a sensação.
Está mesmo faltando algo.
Aquela coisa que nos enxuga o fundinho do ouvido, que nos dá a segurança de estarmos bem secos depois do banho, não importa se o cabelo ainda escorre ou se o meio dos dedos do pé estão úmidos.
O que importa é o ouvido bem enxugado.
E se o cotonete sair limpinho, melhor ainda.
Significa que lavamos corretamente o conduto auditivo.
Também não me importa se uso os termos errados, segundo os médicos ou expertos da anatomia humana.
Quero enxugar meu ouvido com um cotonete de boa qualidade, com um bom chumaço na ponta.
Só.
E abençoado seja quem inventou o cotonete.
Beijos.

Facebook

Eu ainda gosto do orkut.
Podia trocar idéias, perguntar e receber respostas, visitar lugares nunca dantes navegados, passar além da tramontana...
No facebook só posso ler frases isoladas, cheias de ites, nunca sem pretensões.
Tenho saudades de procurar uma comunidade exatamente com o tipo de perfil do meu sentimento da hora, com a descrição da minha total indignação, ou do meu total desamparo.
No facebook raramente consigo voltar ao tema da conversa, as respostas são inoportunas e tudo é muito rápido, como se fosse uma festa onde as pessoas vão passando por você e não param, não têm tempo prá ouvir a resposta do "Como vai?" e vão correndo em busca de ninguém sabe o que.
Por isso tenho saudades do orkut. Só que desde o Natal não recebo uma mensagem, e recebo uma porção de cartões prontos, com fotos de crianças anônimas e uma mensagem mais anônima ainda escrita do lado.
Acabou a fase antiga do orkut.
Quem sabe ele renasce de outro jeito?
Enquanto isso, eu fico sem ter onde conversar.
Então vou postando, escrevendo o que sinto, o que me deixa indignada, o que me irrita, o que me dá raiva.
O que me entristece.
Como se a vida passasse a ser eternamente uma quarta feira de cinzas, sem o consolo da cerimônia religiosa no final da tarde...
Beijos a quem amo.
Continuo desejando abacaxis pérola a quem detesto.
E quanto mais detesto, maior é o abacaxi.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Aniversário da tia Zefa

Foi sexta, mas comemoramos no sábado, porque os dias atuais não permitem q nos visitemos em plena sexta feira, dia de trabalho e escravidão.
Se fosse bom, não seria dado como castigo a Adão e Eva.
Se fosse bom, seria proibido.
Como comer doces.
É tão bom, por isso engorda, dá gordura no fígado e na pqp, dá diabetes e o diabo a 4.
É tão bom, por isso vicia.
E por isso, por ser tão bom, nos é proibido.
Como o acesso às leis.
É bom para o povo, por isso nos é negado.
Por isso nossas leis são escritas de modo obscuro, de modo a precisar de um bando de gente q quer parecer inteligente para interpretá-las.
Já dizia Beccaria: "infeliz da nação cujo conhecimento das leis é uma ciência!"
Infeliz do Brasil, cujo povo mal sabe o que fazem e para q servem seus políticos!

Mas voltando à vaca fria, comemoramos no sábado o aniversário da minha tia Zefa.
E eu consegui perguntar à minha outra tia, esposa do irmão da minha tia aniversariante, o nome do marido da minha tia morta há muitos anos, e o nome do bebê que ela deixou.
De posse deles, posso agora pedir a Deus que una o bebê à sua mãe (lógico que Ele não ia esperar meu pedido para fazer tal coisa, mas me consola poder pedir), e que una a minha tia morta ao grande amor da vida dela, aquele que foi prá revolução e nunca mais a viu, por inveja de uma colega má.

Minha tia Maria, que eu não conheci, e que foi irmã da minha mãe.
Eu sofri demais quando minha irmã se foi, e agora posso entender o que minha mãe e suas irmãs mais novas sofreram quando a irmã mais velha morreu.
E posso saber, também, que desde aquele tempo os médicos não dão o braço a torcer e fingem saber o que não sabem. Fingem que dão conta do recado, mas no fundo jogam com a vida das pessoas.
Não são sacerdotes coisa nenhuma, não são abnegados.
Como o cardiologista que durante um bom tempo enrolou a minha mãe.
Mas isso é outra história.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Josefina Rodeguer Loddi

Minha tia querida, última irmã viva do meu pai amado.
Quando ela era pequenina, a mãe morreu.
Foi criada com madrasta, no tempo em que as madrastas ainda eram ruins.
Meu avô ganhou uma bonequinha no armazém onde fazia as compras grandes.
O dono, um turco, perguntou: "Afonso, você tem uma menininha em casa?"
"Tenho!" "Leva prá ela!"
Os gastos eram grandes, a boneca nada custou ao turco.
E a menininha nunca tocou na boneca.
Já que chegou, a madrasta colocou a boneca no algo de uma tábua, onde ficava o rádio - preciosidade na segunda guerra - e onde ninguém pensaria em tocar.
Lá ficou, até q a menininha cresceu.
Hoje ela faz 90 anos.
Criou 10 filhos, lutou, chorou, venceu.
Ficou viúva, perdeu os irmãos que tanto amava, perdeu um filho para o câncer.
Mas continua firme, lúcida, e sempre me abraça e diz que me ama.
Acredito no amor dela, pois, nessa altura do campeonato, porque ela mentiria prá mim?
Feliz aniversário, minha tia querida.
Que Deus a abençõe muito, por tudo que você sofreu na vida.
E que o anjo abra a caixa da sala de parto na hora do seu julgamento...
Mas que Deus ainda deixe você com a gente por muitos anos.
Amo você, minha tia Zefa querida.

Chuva

"A chuva sempre foi tão boa, hoje nem garoa já nos cai tão bem...
Poluindo nosso ar, a chuva vai ficar ácida também..."
Ah, Xuxa, naquele tempo em que você fazia O Show da Xuxa eu achava q era só prá rimar.
O tempo mostrou q vc tinha razão.
Riqueza também tem seu preço, e é justamente o seu avesso, o desabrigo, a morte, a fome...
Chuvas sempre caíram sobre a Terra.
As águas corriam descobrindo as terras mais fundas, levando o homem a se alojar nos vales, para não ter q caminhar tanto à procura da água para beber.
Mas não previram que o Homem devastasse tanto.
Hoje, com os desmoronamentos, culpam a chuva. Mas ela é inocente.
Culpados são os Homens, exploradores do seu semelhante, maus distribuidores da riqueza do mundo.
Sempre choveu sobre a Terra.
Mas nem sempre houve Homens corruptos sobre ela.
Enquanto era só ela, tudo estava bem. Os Homens ocuparam as encostas, totalmente expostas, cheias de erosão...
O barro e o lixo vão aos rios que, sujos, dão enchente, não dão mais vazão...
Ô Ô Ô Homem...
Vê que a chuva também chora...
É Deus que aos prantos te implora a perceber
Que dinheiro não se come...

sábado, 7 de janeiro de 2012

Introdução do tcc sobre casamento

INTRODUÇÃO

Roma.
Nenhuma civilização foi tão poderosa por tanto tempo quanto a romana.
Fundada no século VIII a.C, Roma resultou do encontro de três povos: os italiotas, de origem indo-europeia; os etruscos, vindos da Ásia Menor; e os gregos.
Partindo das férteis planícies da península Itálica, os romanos desenvolveram um império tão vasto que suas leis, monumentos, táticas militares e instituições influenciaram todo o mundo ocidental.
Sua queda, em 476, marcou o fim da Antiguidade e o início da Idade Média.
A versão mítica do surgimento da cidade de Roma, narrada pelo historiador Tito Lívio e pelo poeta Virgílio, na obra Eneida, conta que a cidade foi fundada em 753 a.C. pelos gêmeos Rômulo e Remo.
De acordo com a lenda, os dois irmãos foram abandonados ainda bebês no rio Tibre e só conseguiram sobreviver graças a uma loba, que os amamentou.

Falta de educação

"Agora vc anda assim, esfarrapado?" Pois é. Ele teve q escutar isso, qd foi levar dinheiro pro filho da puta a quem ela deu cria. Depois de tantos anos convivendo com vagabundos ela não sabe mais distinguir um trabalhador de um à toa. O pai dela era um vagabundo, à toa, biscateiro, o q mais se imaginar de um desqualificado. Mas sempre andava bem vestido, sapatinho limpo, nome nem tanto, alma idem, idiota completo. Ela, agora, mede as pessoas pelos princípios q herdou. Só herdou isso, a boba. Pro "netinho" que a mãe dela tanto queria, não veio nada, pois a velha só queria mesmo a diversão e um bocó prá sustentar a encalhada q ela ia deixar nesta vida. Velha malacafenta, velho vagabundo, só podia dar nisso aí: uma vagabunda q não trabalha e usa o telefone e as lágrimas prá convencer outra idiota de q o filhinho mal cagado não tem um dinheirinho prá passar o final de semana. Enfie o filho no c, q foi de onde ele saiu. Não há como não comparar. O meu pai era um trabalhador, era encontrado sempre suado, de chapéu, sapatão, camisa velha, calças idem. Nunca deveu um tostão para ninguém, mas trabalhava de sol a sol, não era agiota, não desrespeitava minha mãe, nem nós, os filhos. Soube honrar o sangue de seus antepassados. Nunca ouvimos falar mal dele. E eu nunca julguei um homem pelos farrapos q vestia. Muito menos um homem q eu conhecesse. Vestir farrapos, vaca, é bem menos vergonhoso q vestir dívidas, como vc faz. Vestir farrapos, desqualificada, é bem menos vergonhoso q vestir chantagens e negociatas. Tome vergonha nessa cara, vagabunda! E vê se se enxerga, antes de dizer que um homem veste farrapos! Veja o que o seu pai vestiu! Veja o que ele deixou, o que construiu na vida, o que te ensinou: NADA!!! Agora, cuidado, que o filho q vc cagou vai vestir farrapos, um dia. Se fosse um filho meu, eu preferiria q fossem farrapos visíveis, como o desse homem q hoje vc magoou. Como o filho é seu, eu desejo q vista os farrapos invisíveis, iguais aos do seu pai, q levam um Homem ao inferno!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Doloreu, Otávio Celso

Na minha casa, entre pais e irmãos, usávamos a palavra "doloreu". Significava q um de nós tinha ficado magoado por um tempo curto, por algo que um dos outros havia feito ou dito.
Meu irmão mais velho é especialista em ficar "doloreu".
Agora a palavra "pegou" novamente.
Comecei a usá-la com meu marido, para falar dele e das outras pessoas.
Se ficar emburrado, dizemos que "doloreu".
Alguns conhecidos nossos já usam também: "fulano doloreu, agora não quer ir mais".
Hoje rimos muito com isso.
Palavras são como a moda do vestuário: cíclicas, vão e voltam a cada determinado período de tempo.
Há um site em Portugal que foi copiado no Brasil, sobre a pessoa adotar uma palavra para usar periodicamente, para que esta palavra não morra.
De todas as que havia no site, não havia nenhuma que eu não use.
Estranho, isso.
Acho q então estou escrevendo pouco: não perceberam ainda que eu não estou deixando algumas palavras sobreviverem.
Esta semana tive a certeza de q "doloreu" não vai morrer tão cedo.
Meu irmão não deve estar gostando dessa história, pois a cada pessoa q me pergunta o q isso quer dizer, eu tenho q explicar q a história começou com ele.
Paciência.
A História requer sacrifícios.
Otávio Celso, você está fazendo sua parte, servindo à História com seus episódios de "dolorer".
Obrigada. Valeu, irmão.

Aliá

Tem gente que não sabe.
Muita gente.
Aliá é fêmea de elefante.
Tem uma aliá q está dando o que falar.
Viveu no circo a vida inteira, serviu, foi escravizada, fez dinheiro, aí foi doada.
Não tem onde morar.
Não tem quem a queira.
O poder público não pode arrumar um local para uma aliá.
O poder público só pode arrumar locais para pendurar donos de cuecas onde caibam dólares.
O poder público só pode arrumar locais para tratamento de saúde dos poderosos, que manipulam o direito e a justiça a seu bel prazer.
O poder público não resolve problemas quando o povo não exige, quando o povo não pede prestações de contas.
O poder público não faz nada quando o povo, que é dono desse poder, não sabe disso.
O povo tem que exigir que o poder público arrume um local saudável para essa aliá, de preferência com um companheiro.
Basta de zoológicos idiotas, onde uns animais ficam presos enquanto outros, piores, desfilam para vê-los.
Basta de confinamentos, exposições, humilhações.
Que essa aliá encontre logo um lar decente.
Pior que abrigar uma aliá é abrigar corruptos.
Disso nós estamos cheios.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Liene

Minha sobrinha escreveu:
Não dá prá ter um ano bom.
Não dá prá ser feliz.
Lógico que não.
Só lamento que, tão nova, ela já tenha percebido isso.
Porque as pessoas passam a vida nos enganando, dizendo que a felicidade tá logo ali, aí você vai, se mata prá alcançá-la, chega lá e não há nada.
Ela já sabe que não há como ser feliz enquanto houver tristeza e desgraça e miséria espalhadas pela Terra.
Porque não dá mais prá dizer que as desgraças são fatos isolados e a gente não pode fazer nada.
Se o beija flor também pensasse assim, a floresta arderia para sempre.
Todos têm que fazer a sua parte, mesmo que pareça que não faça diferença.
Faz diferença pro peixe que você jogar de volta ao mar, faz diferença pro cachorro que você alimentar, faz diferença pro gato que você salvar.
Faz diferença para a baleia pela qual você protestar, faz diferença para o panda que se tornar notícia no seu blog e por isso for salvo da extinção.
A sua parte faz diferença, sim. E se você não a fizer, não será feliz nunca, a não ser que você seja psicopata, pois, como todos sabem, estes não têm remorso...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O TCC onde falo sobre ROMA!

Fiz dois Tccs para ganhar dinheiro durante a faculdade.
Uma menina MARAVILHOSA me pagou certinho, tirou dez.
Mereceu.
A única dificuldade dela era escrever, eu só fiz isso.
Ela estudou prá caramba, trabalhou comigo, buscou bibliografia.
Cumpriu a parte dela.

Um moleque não foi a uma aula sequer durante os 5 anos, só jogava bilhar.
Fiz o tcc dele, ele não tirou a nota máxima, lógico, e não me pagou.
Resolvi publicar o tcc dele que, afinal é meu, pois ele não cumpriu a outra parte do contrato: pagar a mim.
Logo, o trabalho ainda é meu.
Ele usou, mas é meu.
Então, vou publicar.
Com cópia para os professores.

Hoje eu acho que o preço é outro, pela raiva que passei. Se ele vier me pagar, quero muuuuuuuuuito mais.
Aguardem, vou publicar o tcc em partes, mas aqui no blog.
Vai ser legal.
Meu ano novo vai começar com um espírito de justiça.
Beijos.

Paula Decorações, Matão

Foi ela quem providenciou minha poltrona de leitura.
Linda, aconchegante, chegou na data prevista.
Isto eu acho essencial num comerciante: disse o prazo, cumpra.
Não tem certeza?
Fale uma data beeeeeeeeeeem mais longa que a prevista.
Isso é um segredo de sucesso.
Comerciantes ou prestadores de serviço que não cumprem prazos estão fadados ao fracasso.
Paula me atendeu bem.
Seu ajudante, Guilherme, foi de uma educação invejável.
Uma graça.
Eu disse que faria propaganda, como sempre faço.
Elogio quem me atende bem, mas também detono quem me atende com má vontade.
Não foi o caso.
Fui super bem atendida, tive minhas perguntas respondidas, o ambiente é acolhedor, o inusitado ao lado do convencional, acho que já disse isso numa outra página.
Fantástica a loja e a Paula.
O Guilherme também.
Quem é de Matão, não perca tempo indo para uma cidade maior procurar coisas.
A Paula resolve, e até monta o ambiente prá você, como fez na casa da minha prima.
Ficou MARAVILHOSO!!!
Foi na casa da minha prima que eu vi a poltrona pela primeira vez.
Amor à primeira vista.
Ela me falou da Paula, mas era domingo.
Eu passei pela loja, cor de uva, numa esquina, desci, vi a vitrine, e voltei num dia durante a semana.
Hoje minha poltrona já está em casa.
Veio embalada, prá não sujar, com os pés revestidos prá maior segurança.
Linda.
Obrigada, Paula Decorações.
Obrigada, Guilherme.
Muito sucesso prá vocês em 2012.
Muito dinheiro, que vocês merecem, pelo trabalho que desenvolvem.
Beijos.

Dentista

Dentistas são casos sérios.
Deveriam vir personalizados.
Um, que você acha ótimo, não faz canal.
Outro, que faz canal, não faz limpeza.
Outro, que faz os dois, é "estrelinha", pensa que é melhor que todos os outros.
Tem aquele que você conhece "coisas" dele e não o queria nem na roda de conhecidos, quanto mais de dentistas, que mexem em sua boca.
Ainda tem aquele que acha que só ele trabalha, e que você pode ficar horas na sala de espera.
Pôxa vida!

Terminei o tratamento na quinta, e já estava com uma pontinha de dente quebrada. Um dente que ele tinha consertado.
Uma das assistentes consertou a pontinha.
No sábado, um dente que ele consertou inflamou.
Lado esquerdo, superior.
No dia de Natal, lado direito, superior, o dente da pontinha quebrou inteiro.
Ele garante o serviço que faz, mas não refaz.


Quando esse tratamento estava QUASE terminando, e eu tive um problema com o dentista. Eu não, ele teve comigo.
Ele achou que eu tinha demorado muito para entregar dinheiro a ele.
Só que eu ligava e a assistente que me atendia não estava, havia viajado para um curso.
A agenda dele era super apertada.
De repente, meu serviço passou a exigir de mim todo o tempo do mundo, e eu não conseguia nem ligar lá.
Uma manhã, bem cedinho, consegui ligar e deixar um recado: "não estou indo por falta de tempo, apertou o serviço, mas logo volto, aí levo o dinheiro, também porque não tenho como mandar."
"Ah, sem problema, você é de casa!"
E de fato era. De casa, e do mesmo sangue.
Quando consegui um horário conveniente, fui para terminar o serviço, mas fui repreendida pela falta de pagamento na frente de uma "multidão" na sala de espera, mais secretária e protético que tinha ido entregar uma peça.
Fiquei estarrecida.
Eu sabia que devia dinheiro a ele, mas o tratamento não tinha acabado, eu não ia fugir da cidade por causa de uma miséria.
Eu não ia fingir que não devia.
Ia continuar pagando. Mesmo porque, eu via na sala de espera que tinha cliente dele que pagava dez ou vinte reais por mês.
Entre nós dois nada tinha sido combinado, ele apenas me disse o valor do tratamento, e eu fui pagando em parcelas que eu julgava altas, pelo valor e pelo tempo do tratamento.
Não podia pagar antes de terminar, pois aí, se acontecesse uma inflamação ou uma quebra de dente, como eu ia reclamar?
Pois é.
Paguei todo o tratamento, depois da amostra da educação dele, que eu nem sei se é culpa da mãe. Acho mais que é do pai, que nunca teve educação, apesar dos esforços da família.

Ele é cheio de dizer que garante o serviço que faz.
De dizer, eu disse, não de garantir.
Pois é.
Agora não vou sustar o cheque.
Mas esse dinheiro, tenho certeza que ele vai gastar com tratamento médico.

E eu vou voltar para meu dentista antigo.
A propaganda que eu fazia para ele?
Mudou de vetor, vai ser negativa.
Que se foda.
Não tem competência (profissional, emocional, o diabo que seja), não se estabeleça.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Natal Feliz? Funk?

Hoje, dia de Natal, faltam-me palavras para expressar a saudade.
Já as gastei no choro, no consultório, no laboratório, no banheiro, nas viagens, na estação de trem em Bueno, nas apresentações do Coral, nos espetáculos de dança das minhas filhas e do meu quase filho.
Não sei mais o que dizer da saudade.
Horror. Horror.
Mas a que vim?
Para dizer que, do nada, comecei a compor funks, sem querer, sem gostar, sem admirar, sem desejar, sem nem mesmo perceber.
Com rima, assunto polêmico, até estou dançando!!!
Agora quero alguém que os grave, porque aqui em casa ninguém tem coragem.
Até riram de mim e disseram que iam fingir que não me conheciam, mas depois começaram a cantarolar minhas composições. Elas "pegaram" aqui em casa, apesar do descrédito.
Se alguém souber como eu posso entra em contato com a Tati Quebra Barraco, vou compor prá ela gravar, se ela quiser.
Beleza?
Estou no aguardo.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Lua, vinha perto a madrugada...

A Última Estrofe
Orlando Silva


(Dm) (Gm) (Dm) (E7)
A noite estava assim enluarada, quando a voz
(Dm) (E7) (A7) (Dm)
Já bem cansada / eu ouvi de um trovador
(Dm) (Gm) (Dm)
nos versos que vibravam de harmonia, ele em
(Eb) (Dm)) (E7) (A7) (Dm) (A7) (Dm)
lágrimas dizia / da saudade de um amor
D7 Gm E0
Falava de um beijo aapaixonado, de um amor
Dm Bb7 A7 D7
desesperado, que tão cedo teve fim
Gm E0 Dm
E, dos seus gritos e lamentos, eu guardei no pensamento
E7 A7 (Dm) (A7) (Dm) (A7)
uma estrofe que era assim:

ESTROFE:

D A7 D Bm
Lua, vinha perto a madrugada, quando, em ânsias, minha amada
Em B7 Em A7
em meus braços desmaiou. E o beijo do pecado
D A7
em seu véu estrelejado/ a luzir glorificou
D A7 D B7
Lua, hoje eu vivo tão sozinho, ao relento, sem carinho
Em Gm D
na esperança mais atroz, / de que cantando em noite linda
B7 E7 A7 D (A7) (Dm)
esta ingrata, volte ainda, escutando a minha voz
(Dm) (Gm) (Dm) (Eb) (Dm)
A estrofe derradeira merencórea revelava toda a história
(E7) (A7) (Dm) (Dm) (Gm) (Dm)
de um amor que não morreu. E a lua que rondava a natureza,
Eb (Dm) (E7) (A7) (Dm) (A7) (Dm)
solidária com a tristeza / entre as nuvens se escondeu.
D7 Gm E0 Dm
Cantor! Que assim falas à lua, minha história é igual à tua
Bb7 A7 D7 Gm
meu amor também fugiu. Disse a ele em ais convulsos
E0 Bb7 (E7) (Dm) (A7) (Dm)(A7)
Ele então entre soluços toda a estrofe repetiu

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Louis Daguerre

O primeiro a conseguir uma imagem fixa pela ação direta da luz, o que mais tarde se transformou no que conhecemos como fotografia (ele utilizou uma placa revestida em prata com iodeto deste mesmo material e conservou em um armário. Quando retirou a placa no dia seguinte, Louis Daguerre viu uma imagem gravada nela. Mais tarde, ele descobriu que a imagem havia sido revelada através da ação do mercúrio).

O Google preparou um doodle (logotipo especial) no dia do 224º aniversário de Louis Daguerre.

O doodle de hoje apresenta um porta retratos de madeira, com o Google em seu interior como uma foto tradicional, nos mesmos moldes das primeiras fotografias. O doodle vem em tons marrons, onde cada letra está representada pelo o que seria um membro da família, naquelas fotos antigas.


Louis Jacques Mandé Daguerre é nascido na França e faleceu em julho de 1851. O francês era pintor, cenógrafo, físico e inventor. Seu invento, precursor da fotografia, foi o daguerreótipo.

Daguerre tinha muitos problemas financeiros e não conseguiu apoio da indústria, já que ele queria manter em segredo a parte fundamental do seu processo. Em 1839, ele vendeu sua invenção ao governo francês. Mas antes disso, ele já havia patenteado a invenção nas Ilhas Britânicas, Estados Unidos e outros cantos do mundo.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Reencontrando o moço dos ovos

Saudades, saudades, saudades.
É tudo o que sinto.
Saudades e desamparo.
Mãe, pai, irmã, madrinha, tios, tias, todos do outro lado.
Filhos longe, voando alto, como eu sempre desejei...
"Minh´alma de sonhar-te anda perdida..."
Saudades...
Hoje reencontrei um senhor que há muito não via.
Quando eu era criança ia à casa dele com meus irmãos, comprar verduras, ovos, e as vezes buscar ovos para pôr para chocar.
Havia dois poços grandes e fundos (hoje eu soube que não eram tão grandes, nem tão fundos, mas eu era beeeeeeeeem pequenina!) e eu passava por eles agarrada à mão da minha irmã.
Nunca mais eu soube daquela família.
Hoje, num sítio, reencontrei o filho da dona da casa.
Ele se lembrava de mim, mas eu não.
E tantas vezes tentei lembrar quem era que morava lá...
Zi, eu reencontrei o moço que morava na casa onde íamos buscar ovos de pata para chocar!!!
Como você ia ficar feliz de saber disso!
Como falaríamos dele, e dos ovos, e daquele tempo!
Hoje eu não tenho prá quem contar q o reencontrei.
Mesmo porque,sem ser você, quem quer saber?
Quem se interessa?
Saudades mil de você.
Tristezas mil por você.
Sei que você ia querer que eu estivesse feliz, mas sinto muito, não dá.